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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Amor cotidiano

De segunda a sexta-feira. Sete horas e cinquenta minutos. Fiesta azul estaciona em frente ao ponto da linha Cristo Rei.
Ele dirige. Ela no banco do carona.
Ela desata o cinto. Ele abaixa o vidro.
Beijam-se. Beijo longo. Apaixonado. Seguem-se selinhos.
Ela desembarca. Ele sorri.
Ela contorna o carro. Abaixa-se à altura da janela do carro. Beijam-se novamente.
Ela arruma a bolsa. Ele sorri.
Ela atravessa a rua. Séria.
Ele fecha a janela. Liga o carro. Continua sorrindo.
Todo dia. Tudo sempre igual!

Sorrisos, beijos e despedidas pontuais.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Mala Cheia

O mesmo horário, a mesma rota, pessoas e ponto de ônibus. Tudo igual, se não fosse uma mala vazia que eu estava carregando. E foi a curiosidade de um senhor que aguardava o ônibus que fez com que iniciássemos uma longa conversa.

Este senhor de quase 70 anos, mora na mesma rua que eu e trabalha como advogado, em um escritório, bem próximo ao meu trabalho. Há quase dois anos o vejo, pelo menos uma vez na semana, mas nunca trocamos mais do que “Bom dia” ou “Boa tarde”!

Véspera de feriado e às 18 horas, é preciso ter paciência no trânsito de Curitiba e a espera por chegar a minha casa rende histórias e mais histórias.

Depois das devidas apresentações, o Seu Fernando me contou que é um estudioso de nomes. Rimos de alguns nomes estranhos, como “Eva Dias”, “Florisvaldo”, “Maikon Gecksson”, mas foi quando contei o nome da minha sobrinha, que este homem, cujo nome significa guerreiro, ficou com os olhos cheios de lágrimas.

_ “Marina?” – perguntou ele.

Quando confirmei, ele me disse que assim se chamava o grande amor da vida dele.

Questionei, então, se havia sido com ela que ele havia se casado e tido sua filha. De cabeça baixa, ele me confessou que não e que se arrependia até hoje por não ter vivido aquele amor.

Foi casado durante 34 anos, teve uma filha, separou-se e hoje comemora a netinha Bruna, mas revela que nunca mais amou de verdade, nem foi realizado em sua união. Como nunca deixou de ter notícias da mulher amada, não conteve as lágrimas ao dizer que não foram felizes as últimas informações que recebeu sobre ela.

Ao me despedir do Seu Fernando, a minha mala – outrora vazia – estava mais pesada, repleta de histórias de vida, de amor e desamores.

Continuei meu caminho na certeza de querer viver plenamente a minha vida e um grande amor!


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um ano...

Calou-se a minha voz, mas continuo amando em caracteres e em pulsações!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Águas de Março fechando meu luto

Quando a terra foi destruída pelo dilúvio, Deus prometeu ao povo que nunca mais o faria com água. Para selar esta aliança, pintou o céu com um arco-íris.

Há pouco ouvia “Águas de Março”, do Jobim, em meio a uma chuva torrencial e esta música me chamou a atenção, como nunca.

Estes últimos meses me têm sido dolorosos (isso mesmo... ainda continuam), com encontro de pedras, de tocos e de dificuldades, que me deixaram “um pouco sozinha” e que me fizeram pensar que este era “o fim do caminho”.

Sempre morei em um pé de serra (não é forró) e meus queridos mais queridos moram no alto deste morro. Para vê-los, era necessário enfrentar a ladeira, chegava até com a respiração ofegante, mas ao fim havia a recompensa de estar com eles. A mesma canção me traz um alento “é o fim da ladeira”. E meu coração me pergunta: “O que de bom me há reservado?”

Como as “Águas de Março” encerram uma estação, estas águas também passaram a marcar o fim do meu luto. Vou em busca de um sol brilhante e um céu todo azul. E para assinalar esta busca, rumo ao Uruguai, que traz em sua bandeira estes dois elementos que preciso hoje: o céu e o sol.

É hora de fechar um ciclo. Um ciclo de dor. Encerro agora este blog e aguardo a vida que me foi prometida!

“São as Águas de Março fechando o verão, é promessa de vida no meu coração!”

P.S.: Acompanhe minha busca pelo http://pelomenosviajar.blogspot.com/

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Toda Ausência é Atrevida!

Insolente, sem-cerimônia, petulante e ousada... toda a ausência é! Havia ouvido essa frase do filósofo baiano - o Lúcio, vizinho da minha irmã - e agora ela está fazendo sentido absurdo... ela é atrevida demais! Percebo o atrevimento da ausência quando sinto meu peito doer de saudade, quando durmo chorando pensando e me perguntando o motivo pelo qual ainda te amo.
Atrevido está meu coração em desacreditar no amor, na verdade e na sinceridade de um olhar. Atrevida é ausência de sonhos e da minha metade, atrevida é a falta que a tua voz me faz. Atrevido é meu coração em ainda te amar!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ressignificar...

Da janela do avião contemplo um sol maravilhoso, refletindo seus raios sobre um tapete branco. Perco a noção do tempo quando fico olhando o céu e ali permaneço admirando a beleza da criação, a grandiosidade de tudo e o quão pequena eu sou frente a tudo isso. De repente ouço o pedido de atenção do capitão da aeronave...“Atenção tripulação: dentro de alguns minutos pousaremos na Capital paranaense. Horário local 17h15min, chove em Curitiba e a temperatura é de 20°C”.
Impossível não questionar: “Chovendo em Curitiba, senhor piloto?” Aqui da janela vejo nuvens e um sol brilhante, formando este cenário maravilhoso e você me informa que chove sob isso tudo? Recordei-me do conselho carinhoso que recebi esses dias da Izamara e da canção do Montenegro. Iza me dizia para que eu ressignificasse tudo o que eu estava vivendo e que o “não” que a vida me deu poderá ser um “sim” brevemente. Na minha vida, posso estar apenas vendo chuvas, céu nublado, mas sobre elas há algo maravilhoso me esperando. Onde entra Montenegro nisso tudo? Na música que eu já cantei e volto a cantar... “O sol já nasceu na estrada nova e mesmo que eu impeça, ele vai brilhar!”


P.S.: Esta foto não eh minha!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dói Demais...

Questiono-me todos os dias... "Pq ainda dói tanto e pq esses dias de férias o sofrimento só aumentou?"
Estou rodeada de pessoas que me amam, conhecendo lugares novos, maravilhosos, tenho tido conversas interessantes, mas quando me pego comigo mesma... sozinha... eu só consigo chorar. Estou triste, verdadeiramente triste!
Como alguém eu amei tanto (ok, ok... ainda amo), me faz sofrer tanto?
São dois meses de extremo sofrimento... de tentar esconder a dor, o choro e a tristeza. Dias em que o que mais quero é sumir do mapa!
Quero parar de sonhar com ele... e o pior, os sonhos são de traição... aí é sofrimento acordada e dormindo! Ah... e o detalhe... quem comanda um intestino de uma pessoa aflita?
Quero refresco, quero som, água fresca! Quero a brisa, quero um pôr-do-sol e um amanhecer tranquilos, quero abraço, quero carinho, quero amor... preciso de amor!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dignidade Maculada

Quando um estranho, com quem troquei pouco mais do que meia dúzia de palavras, me olhou nos olhos e disse: “Me apaixonei por você de cara, mas vejo em seu olhar muita tristeza e vejo também, uma pessoa muito digna, mas que teve sua dignidade maculada!”, eu paralisei. Dignidade Maculada e Tristeza no Olhar... Gente... há tempos falavam que eu “sorria com o olhar” e agora isso? Repito... tristeza no olhar? Eu não quero isso para mim, não quero sentir e nem que os outros vejam isso em mim.
Tenho ouvido, aqui na Bahia, muitas frases de impacto, que têm me feito refletir sobre minha vida, meus comportamentos e sobre aquilo que me tem acontecido. Agora, quanto a minha dignidade, ela foi realmente maculada. Sinto-me machucada e ouvir isso me fez dormir aos prantos. Chorei demais ontem. A separação ainda me dói, mas eu acho que o que mais me machuca é a mácula da minha dignidade.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pôr-do-sol

Olhar o céu me dá esperança... esperança de que um novo dia virá depois da escuridão!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Férias...


Aaaaa... as merecidas férias chegaram!!!!
Curtindo um tempo na Bahia, conhecendo lugares históricos, praias, pessoas... Estar novamente no nordeste está sendo muito bom, mas muito difícil... tudo, absolutamente tudo me lembra R*... escondido já chorei muito!
Mas ficarei bem... voltarei melhor ainda!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Presente Matinal

Hoje não resisti e registrei meu presente matinal... um bom dia celestial!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sol brilhando na minha janela!

Como habitualmente estávamos distantes um do outro geograficamente, todos os dias, ao acordar, e mesmo sem ele saber ou ouvir, eu dizia em alta voz: “Bom dia, meu amor! Que tenhamos um dia abençoado e produtivo!”.
Preciso achar o botão que desliga isso em mim, afinal, ao acordar, instintivamente, ele ainda me vem ao pensamento. É gente... eu realmente amei esse cara!
Hoje, Deus “acordou” cedinho e me disse “Bom dia, meu amor, que você tenha um dia produtivo e abençoado!”. Acordei, abri meio olho e o cantinho da minha cortina, quando exclamei: “Uau, Deus! Que nascer do sol M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!”
Naquele momento de contemplação, tivemos um diálogo curto demais para o presente que acabara de receber, mas que me colocou nos lábios um sorriso incontido.
O dia promete! O sol voltou a brilhar na minha janela!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aguentar firme!

Conselhos algumas vezes são bons, outras vezes nem tanto! Mas hoje ouvi um que realmente vale a pena compartilhar com vocês aqui!
Começaram a me contar que quando uma gestante entra em trabalho de parto o conselho que recebe é para que relaxe. Os médicos sabem que quanto mais a gestante resistir à dor, mais intensa ela se tornará, e mais tempo o parto levará.
"Silvia, quanto mais se resiste à dor, mais forte ela se torna. Portanto, quando estiver sentindo dor, não lute contra ela. Deixe a dor cumprir o seu propósito. Aprenda a suportar seja o que for que precisar suportar, sabendo que encontrará a alegria do outro lado!"


"Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão!"

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Distrutto

Hoje meu dia está realmente difícil. Entre sobes e desces hoje me sinto em um abismo... Como eu quero fugir disso tudo. Amar não amo mais, mas tenho mágoa, muita mágoa.
Sinto-me destruída... transformada em cacos...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Hipócrita!

HIPÓCRITA! O grito está preso na garganta! Que multidão é esta que me cerca, que rodeia o mundo com tamanha falsidade?
O poeta já cantou que da burguesia não se obtém um bom perfume. Ela realmente fede, mas o pior odor, o que cheira à podridão, é o da hipocrisia, que está impregnado em integrantes de diferentes classes sociais, credos, cores e poderes.
Hipocrisia que o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa denota como o “caráter daquele que carece de sinceridade; pessoa falsa e que dissimula as verdadeiras intenções, quase sempre por motivos interesseiros ou por medo de assumir sua verdadeira natureza, qualidades ou sentimentos que não possui”. E se podridão é o estado que revela completa perda de senso moral, de honestidade e de honra, volto a dizer que a hipocrisia e seus acometidos são fétidos!
Plagiando o escritor do século XVII, Gregório de Matos, o que falta nesta cidade? O que falta ao ser humano, aos políticos, líderes, colegas de trabalho, e aos moribundos que de tão perto nos perseguem? Verdade, honra e vergonha!
Falta vergonha ao deputado federal, que em quatro anos de mandato, obteve rendimentos de aplicações financeiras superiores a 3.520%. São fingidos os religiosos que declaram amor ao próximo e fazem acepção de pessoas. Falta honradez a um parceiro que não admite uma traição, mesmo a tendo cometido. São hipócritas os filhos que criticam ações e comportamentos dos progenitores, mas cotidianamente repetem os mesmos atos e as atitudes que não condenam em casa. Usam máscaras aqueles que fingem crenças, virtudes, sentimentos, ideais e comportamentos. São hipócritas os eleitores que vendem sua cidadania para obter benefícios individuais em detrimento do coletivo. Eu amei um hipócrita e estou sendo uma, ao usar uma arrogante máscara de frieza ao falar-lhe, mesmo o amando como ainda o amo.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Blog é terapia!

Já cantaram pra mim a música do Lulu Santos e Nelson Motta em que eles falam que os meus ganhos e as minhas perdas não teriam interesse para ninguém, que ninguém precisava saber o que eu estava ou estou sentindo.
Diariamente, recebo no meu trabalho pilhas (não é brincadeira... são pilhas mesmo) de revistas, jornais, boletins e coisas afins para fazer uma clipagem. Hoje, caiu em minhas mãos uma revista com uma matéria um tanto quando curiosa e uma resposta a música que alguém cantou para mim: “A cura do diário”.
A gravata já era um alento: “Escrever sobre o dia a dia, agradecer o que a vida oferece de bom, desabafar dores. O hábito de registrar experiências e emoções traz vários benefícios, desde maior capacidade de concentração e tomada de decisão até pressão arterial mais baixa e melhora no sistema imunológico.”
UAU! Peguei a revista e a levei ao restaurante... enquanto almoçava, lia a matéria e resolvi compartilhar alguns trechos aqui com vocês!

- Nos anos 70, os psicólogos perceberam como o hábito de registrar experiências poderia ajudar na terapia e levar as pessoas a ter uma vida mais rica, saudável e plena.

- A psicóloga Rosemeire Zago orienta seus pacientes a manter um diário de suas emoções.

- Além de funcionar como desabafo, a transformação de sentimentos em palavras escritas faz com que a gente organize os pensamentos, determine prioridades, reconheça alterações de humor e acompanhe em detalhes, o processo de amadurecimento pessoal.

- De acordo com pesquisas da Universidade do Texas (EUA), revelam que pessoas que adotaram o hábito do diário vão menos ao médico e se tornam mais saudáveis, em geral. Pressão arterial mais baixa, e maior poder de concentração, memória e tomada de decisão são outros benefícios.

- “Inibir as emoções tem impacto negativo sobre o corpo. O esforço feito para não pensar sobre algo desagradável ou para não sentir determinada emoção se torna fonte de estresse psicológico, capaz de causar doenças. Escrever ajudar as pessoas a entender e organizar psicologicamente os eventos vividos”, revela o professor e psicólogo James Pennebaker.

Ah! E para quem ainda não tem o hábito de escrever, a revista dá algumas dicas para quem quer começar:

- Escreva 15 minutos por dia por quatro dias consecutivos, ao menos. É o suficiente para começar a sentir os benefícios. A partir daí, tente escrever sempre que possível. Mesmo registros eventuais auxiliam a ganhar outra perspectiva sobre a própria vida.
- Não se preocupe com gramática, frases bonitas... a proposta não é fazer literatura, mas conhecer-se.
- Para superar uma experiência dolorosa, escreva sobre ela e os sentimento que lhe causou por 15 minutos durante quatro dias. Se for muito difícil, escreva outras coisas e volte ao tema depois. Ao raciocinar nos distanciamos dos fatos e vamos dando a eles seu tamanho real. Por isso, escrever sobre o que dói é libertador.
- Sempre registre suas emoções positivas e conquistas, mesmo as pequenas. Ao escolher escrever sobre o que lhe faz bem, você opta por pensar e sentir coisas boas.

Bem, utilizando a mesma canção de Lulu, eu termino este post cantando... “Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então... A alegria que me dá isso vai sem eu dizer...” mas vai através da que eu escrevo!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Esquecer... alguém sabe o segredo?

27165676; AAI 1104; 258. Certas coisas a gente nunca esquece e não entende como algum compartimento do cérebro insiste em manter esta informação, como o número de acesso ao ICQ, a placa de um carro que tivemos em 1991 e o ramal de telefone que utilizava no antigo trabalho. Como esquecer o nome da professora da pré-escola que me fez fugir da escola por um mês ou do episódio em que aprendi sobre o uso de M antes do P e do B e me frustrei ao tentar escrever “BoMboleta”.
Querer esquecer coisas ruins que marcaram negativamente a vida, perder e deixar escapar da memória lembranças penosas também não é fácil. Afinal, quem se esquece a frieza com que você terminou nosso relacionamento ou do trauma de um acidente com um familiar? Quem deleta da memória o último olhar, as últimas palavras e o último gesto de um ente querido que se foi?
O que eu quero entender hoje é como esquecer coisas boas demais que nós vivemos e que hoje não podem me vir à memória... não podem me fazer sofrer! Quero esquecer o abraço de 47 minutos, o Rio de Janeiro, os violinos, o suco de uva no McDonalds, a sombra no tornozelo, as aulas de moto, o cafuné, a massagem nos pés, os abraços de reencontro, as artes, as demonstrações de carinho, os beijos, as promessas de amor eterno, o empenho de coração, a troca de alianças, os sonhos, o Ades de Abacaxi, as castanhas de caju, os marshmallows, as fotos, as viagens, os filmes e as sonecas no meio de todos eles, o suporte, as horas ao telefone, a preocupação, o café com leite condensado, o macarrão com uvas passas... o amor!
Reli uma história ou estória de um menino que em um dia de verão, resolveu nadar no lado que havia próximo a sua casa. Ele queria tanto mergulhar na água fresca que não notou que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré deixava a margem e entrava na água. Sua mãe que o observava pela janela, percebeu a aproximação do animal e saiu correndo e gritando, o mais alto que conseguia. A criança se alarmou e começou a nadar de volta ao encontro de sua mãe, mas era tarde... assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou. Após semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu. Seus pés estavam extremamente machucados pelo ataque do animal e seus braços, com riscos profundos onde as unhas de suas mãe estiveram cravadas. Em uma entrevista, o menino mostrou as cicatrizes provocadas pelo animal e os braços, que tinham cicatrizes causadas pela mãe, que não o deixou ir.
Hoje, eu quero crer que as cicatrizes em meus braços (leia-se coração), são das unhas de Deus, no esforço de não me deixar ir. Ao invés de recordar fatos que me fizeram bem e hoje me entristecem ou de outros infelizes, farei como diz a canção, “trarei à memória, aquilo me dá esperança!”

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Arrumando a casa e o coração

Arrumar o coração é como arrumar uma casa... dá um trabalhão! Chega uma hora, em que por mais que seu tempo esteja corrido e você cansado demais, conviver com entulhos, bagunça e pó não dá mais! É hora de arregaçar as mangas e colocar a mão na massa!
Neste fim de semana dei início a uma faxina na minha vida... comecei a jogar fora muitas coisas que não merecem ser guardadas, sentimentos que por mais belos e de boa qualidade, não me servem mais. E a faxina é radical, estou afastando tudo, passando detergente, para tirar qualquer resquício de lembrança. Água, muita água para lavar e levar para longe isso tudo que está me sufocando! E nada, nada de deixar coisas por debaixo do tapete... é limpeza total!
Estou desocupando espaços e abrindo outros. Quero coisas novas em minha vida! Preciso de mobiliário novo e de sentimentos novos!
Descobri que o amor que sinto se transformou em alergia... basta abrir o guarda-roupas que começo a espirrar sem fim. Quando fecho a porta, ele não me afeta tanto e no momento em que me afasto por completo do armário, quase que me esqueço que ácaros e alergia existem.
A porta eu já fechei, estou me afastando de você física e emocionalmente, agora preciso me esquecer que você existe! E que a minha memória seja como Galeano falou, funcione como um filtro, retendo apenas o que é importante. “A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo!”

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Livramento e libertação


“Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal!” Algumas pessoas fazem a ‘Oração do Pai Nosso’ de forma repetitiva e sem se dar conta da importância e da profundidade deste orar que Jesus nos ensinou.
Constante somos livrados, saímos de armadilhas e do cativeiro, nos desvencilhamos de situações perigosas ou difíceis e somos salvos! Salvos da mão e da astúcia do inimigo, de um acidente de carro. Livres de um casamento infeliz, da morte e libertos de amarras e vendas que nos impediam de ver claramente. Libertos do pecado, da ação do ladrão da noite, de um psicopata sorrateiro.
Quando nos damos conta do livramento, a sensação é de alívio e de agradecimento. Como disse Martin Luther King “Livre afinal, livre afinal! Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal!” Por isso, o grito que hoje está preso na minha garganta é: “Obrigada Deus, pelo livramento!”


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Sou amada, sim!


Como precisamos ser constantemente lembrados das coisas, não é mesmo? Ao meio dia, em casa, chorei muito e pedi a Deus que me mostrasse o Seu amor para comigo. Precisava senti-lo, vivenciá-lo. À noite, fui à igreja e na simplicidade Deus também fala conosco. Durante uma palavra, em meio a algo que eu já conhecia, aquelas palavras se renovaram para mim.
O texto abordado foi João 16:22 - “Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas eu vos tornarei a ver, e alegrar-se-á o vosso coração, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará.” Naquele momento comecei a chorar, não de tristeza, mas pela certeza de que Deus não havia me deixado sozinha.
Repito, foram palavras simples, mas que tocou muito o meu coração. A ministrante falava que nós, seres humanos, temos necessidades básicas e uma delas é a de sermos amados. Muitas vezes colocamos esta necessidade como essência para sermos felizes e quando ela não é cumprida, nos entristecemos e nos amarguramos. Nossa atitude é esperarmos mais e mais das pessoas e esperamos suprir a carência de amor nas pessoas. Deus nos ama incondicionalmente e esta é a oportunidade de sermos amados e realizados verdadeiramente!