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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ressignificar...

Da janela do avião contemplo um sol maravilhoso, refletindo seus raios sobre um tapete branco. Perco a noção do tempo quando fico olhando o céu e ali permaneço admirando a beleza da criação, a grandiosidade de tudo e o quão pequena eu sou frente a tudo isso. De repente ouço o pedido de atenção do capitão da aeronave...“Atenção tripulação: dentro de alguns minutos pousaremos na Capital paranaense. Horário local 17h15min, chove em Curitiba e a temperatura é de 20°C”.
Impossível não questionar: “Chovendo em Curitiba, senhor piloto?” Aqui da janela vejo nuvens e um sol brilhante, formando este cenário maravilhoso e você me informa que chove sob isso tudo? Recordei-me do conselho carinhoso que recebi esses dias da Izamara e da canção do Montenegro. Iza me dizia para que eu ressignificasse tudo o que eu estava vivendo e que o “não” que a vida me deu poderá ser um “sim” brevemente. Na minha vida, posso estar apenas vendo chuvas, céu nublado, mas sobre elas há algo maravilhoso me esperando. Onde entra Montenegro nisso tudo? Na música que eu já cantei e volto a cantar... “O sol já nasceu na estrada nova e mesmo que eu impeça, ele vai brilhar!”


P.S.: Esta foto não eh minha!

Valentine's Day


domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Corpo Existe para Ser Tocado


Tudo o que há em mim reside em meu corpo. Tocar em mim significa afagá-lo. Afastar-se dele é distanciar-se de mim, emocionalmente. Em nossa sociedade, um aperto de mão comunica acordo e exclusividade. Quando, em raras ocasiões, um homem recusa apertar a mão de outro, a mensagem que essa atitude comunica é que as coisas não vão bem naquela amizade. Todas as sociedades possuem formas de toque físico como cumprimento social. A maioria dos homens americanos não se sente confortável com fortes abraços e beijos, mas na Europa eles têm a mesma função de um aperto de mão.
Em cada sociedade há formas adequadas e inadequadas de se tocar as pessoas do sexo oposto. A recente atenção voltada para os assédios sexuais tem evidenciado as formas inapropriadas. No casamento, entretanto, tudo isso é determinado pelo casal, dentro de algumas amplas diretrizes. Abuso físico é, naturalmente, condenado pela sociedade e existem organizações sociais cujo objetivo é ajudar tanto esposas quanto esposos vítimas dos excessos. Nossos corpos foram feitos para toques, mas não para abusos.
Se a primeira linguagem do amor de seu cônjuge for o “Toque Físico”, nada será mais importante do que abraçá-la (o) quando ela (ele) chorar.
Este século caracteriza-se como a era da abertura e liberdade sexual. Essa conquista, porém, tem demonstrado que o casamento onde ambos os cônjuges são livres para ter relações sexuais com outros parceiros é uma ilusão. Os que não discordam disso por motivos morais, não aceitam por razões emocionais. Há alguma coisa em nossa necessidade por intimidade e amor que não nos permite dar tal liberdade a nosso cônjuge. A dor emocional é profunda e a intimidade evapora-se quando tomamos conhecimento de que nosso cônjuge está envolvido sexualmente com outra pessoa. Os arquivos dos conselheiros estão repletos de registros de esposos e esposas que
tentam superar o trauma emocional de um cônjuge infiel. Esse problema, entretanto, é multiplicado para aquele cuja primeira linguagem do amor é o ‘Toque Físico”. É por isso que machuca tanto — o “Toque Físico” como expressão do amor — agora é dado a outra pessoa. Não é que o tanque emocional tenha se esvaziado; o fato é que ele explodiu! Serão necessários inúmeros reparos para que aquelas necessidades emocionais sejam supridas.

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Quinta Linguagem do Amor: Toque Físico


Há muito se sabe que o toque físico é uma forma de se comunicar o amor emocional. Inúmeras pesquisas na área do desenvolvimento infantil chegaram às seguintes conclusões: Os bebês que são tomados nos braços, beijados e abraçados desenvolvem uma vida emocional mais saudável do que os que são deixados durante um longo período de tempo sem contato físico. A importância do toque no que se refere às crianças não é uma ideia moderna. Durante o ministério terreno de Cristo, os hebreus que moravam na Palestina reconheciam que Jesus era um grande mestre e levavam seus filhos até ele para que tocasse neles. Como podemos nos lembrar, seus discípulos repreenderam aos pais daquelas crianças, pois acharam que o Filho de Deus estava ocupado demais para aquela atividade tão “frívola”. Porém, as Escrituras afirmam-nos que Jesus se indignou com os seus seguidores e disse: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o Reino dos Céus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.”
Pais sábios, em qualquer cultura, também tocam seus filhos de forma amorosa. O toque físico é também um poderoso veículo de comunicação para transmitir o amor conjugai. Andar de mãos dadas, beijar, abraçar e manter relações sexuais são formas de se comunicar o amor emocional para o cônjuge.
Os antigos costumavam dizer: “O caminho para se conquistar o coração de um homem é através de seu estômago”. Muitos deles engordaram tanto a ponto de correrem risco de vida, devido às esposas serem adeptas desta filosofia. Naturalmente, os antigos não se referiam ao coração físico, mas ao centro do romantismo. Seria mais adequado dizer: “A forma de alcançar o coração de alguns homens é através de seus estômagos”. Lembro-me bem das palavras de um certo marido: “Dr. Chapman, minha esposa é uma cozinheira de forno e fogão. Ela gasta horas cozinhando. Faz os pratos mais elaborados que existem. E quanto a mim? Sou um daqueles homens que apreciam purê e carne moída. Vivo dizendo que ela está gastando muito tempo na cozinha. Eu adoro comida simples. Ela fica aborrecida e diz que não gosto dela. Mas eu a amo! Só desejaria que ela facilitasse as coisas para si mesma e não gastasse muito tempo com pratos tão trabalhosos. Dessa forma, passaríamos mais tempo juntos e ela teria mais energia para fazer outras coisas”.
Obviamente, essas “outras coisas” chegavam mais perto de seu coração do que refeições sofisticadas.
A esposa daquele homem era emocionalmente frustrada. Ela crescera em uma família onde a mãe era uma excelente cozinheira e o pai sabia apreciar seus esforços. Ela se lembrava de seu pai ter dito à sua mãe: “Quando me sento à mesa com uma refeição como esta diante de mim, torna-se fácil amá-la”. Seu pai diariamente elogiava os quitutes feitos por sua mãe. Em particular e em público ele elogiava os dotes culinários da esposa. Aquela filha aprendera direitinho o modelo deixado por sua mãe. O problema é que ela não estava casada com o seu próprio pai. Seu esposo possuía uma linguagem do amor muito diferente.
Em minha conversa com aquele esposo, não levou muito tempo até eu descobrir que as “outras coisas” às quais ele se referia era sexo. Quando a esposa respondia positivamente no tocante a relação sexual, ele sentia segurança em seu amor. No entanto, quando por qualquer motivo ela se esquivava sexualmente do marido, nem toda sua habilidade culinária era suficiente para convencê-lo de que ela o amava. Ele não era contra os pratos elaborados, mas em seu coração eles não poderiam, de forma alguma, substituir aquilo que ele considerava “amor”.
A relação sexual, porém, é somente um dialeto na linguagem do toque físico. Dos cinco sentidos, o do toque diferencia-se dos outros quatro, pois não se limita a uma localização específica no nosso organismo. Pequenos receptores táteis acham-se espalhados ao longo de todo o corpo. Quando esses receptáculos são tocados ou apertados, os nervos carregam esses impulsos para o cérebro. Este os interpreta e percebemos o objeto do toque como quente ou frio, áspero ou macio. Causam dor ou prazer. Também os interpretamos como amorosos ou hostis.
O toque físico pode iniciar ou terminar um relacionamento.
Pode comunicar ódio ou amor.
Algumas partes do corpo são mais sensíveis do que outras. A diferença deve-se ao fato dos pequenos receptores táteis não estarem espalhados aleatoriamente pelo nosso organismo, mas sim distribuídos em grupos. Portanto, a ponta da língua é altamente sensível ao toque, ao passo que atrás dos ombros é uma das partes mais insensíveis. As pontas dos dedos e a ponta do nariz também são áreas extremamente sensíveis. Nosso objetivo, no entanto, não é entender as bases neurológicas das sensações do toque, mas sim sua importância psicológica.
O toque físico pode iniciar ou terminar um relacionamento.
Pode comunicar ódio ou amor. A pessoa cuja primeira linguagem do amor é “Toque Físico” receberá uma mensagem que irá muito além das palavras “Eu odeio você” ou “Eu amo você”. Um tapa no rosto é algo difícil para qualquer criança enfrentar, mas para aquela que possuir o “Toque Físico” como primeira linguagem do amor, será devastador. Um abraço afetivo comunica amor a qualquer criança, mas aquela que possuir o “Toque Físico” como primeira linguagem do amor, desfrutará de forma mais intensa aquele gesto, sentindo-se amada e segura. A mesma atitude é válida para os adultos.
No casamento, o toque de amor existe em várias formas.
Levando-se em conta que os receptores ao toque localizam-se por todo o corpo, um afago amoroso em qualquer parte pode comunicar amor a seu cônjuge. Isso não significa que todos os toques sejam iguais. Seu cônjuge apreciará a alguns mais do que a outros. Seu melhor professor, sem dúvida alguma, será seu (sua) próprio (a) esposo (a). Afinal de contas, ele (ela) é a quem você demonstrará amor. Ele (ela) sabe exatamente o tipo de toque que mais lhe agrada. Não insista em tocá-la (o) de seu jeito e em seu tempo. Aprenda a falar o dialeto dele (dela), pois alguns toques podem ser considerados desconfortáveis ou irritantes. A insistência em praticar tais atos pode comunicar o oposto ao amor. Talvez afirme que você não é sensível às necessidades dele (dela) e não se importa com a sua percepção de prazer. Não caia no erro de achar que o que lhe traz prazer também trará a seu cônjuge.
Toques amorosos podem ser explícitos e exigir sua completa atenção, como afago nas costas e jogos sexuais que terminem em uma relação. Por outro lado, também podem ser implícitos e breves, como um toque nos ombros ao encher uma xícara de café, ou um rápido roçar no corpo ao passar pela cozinha. Toques explícitos, naturalmente, levam mais tempo, não somente a prática deles em si, como também a percepção de como progredir quando se visa comunicar amor dessa forma ao cônjuge. Se uma massagem nas costas comunica eficazmente seu amor a seu (sua) esposo (a), então, todo tempo, dinheiro e energia que você gastar para aprender a ser um (a) bom (boa) massagista será, sem dúvida, um bom investimento. Se a relação sexual for o primeiro dialeto de seu parceiro, leia e converse sobre a arte do amor sexual de forma a aprimorar sua expressão de amar.
Toques implícitos de amor levam menos tempo; porém desenvolvem o treinamento, especialmente se o ‘Toque Físico “ não for sua primeira linguagem do amor, e se você cresceu em uma família onde as pessoas não se expressavam dessa forma. Sentar-se pertinho um do outro no sofá para assistirem televisão, não exigirá tempo extra e poderá comunicar amor de forma abundante. Pequenos toques ao passar por seu cônjuge implicam frações de segundos. Afagos ao sair e ao chegar em casa podem envolver
beijos e abraços ligeiros mas falarão muito alto para seu (sua) esposo(a).
Uma vez que você descubra que o ‘Toque Físico” é a primeira linguagem do amor de seu cônjuge, sua única limitação é sua própria imaginação, quanto às formas de expressar amor. Descobrir novas formas e lugares de toque pode ser um excitante desafio. Se você não for alguém que tem o hábito de “tocar sob a mesa”, descobrirá que essa prática poderá acender fagulhas quando jantarem fora. Você poderá encher o “tanque do amor” de seu cônjuge, se caminharem de mãos dadas até chegarem ao carro, mesmo que você não tenha o hábito de fazer isso em público. Se você, normalmente, não beija seu cônjuge ao entrar no carro, poderá descobrir que esse gesto tornará sua viagem mais atraente. Abraçar sua esposa antes dela sair para as compras poderá, além de expressar amor, trazê-la mais rápido para casa. Tente novos toques em novos lugares e pergunte a seu cônjuge o que sentiu: se os achou prazerosos ou não. Lembre-se: a última palavra é dele (dela). Você está aprendendo a falar a língua dele (dela).

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Superando Estereótipos

O aprendizado da linguagem do amor “Formas de Servir” implica que examinemos nossos estereótipos dos papéis de esposo e esposa. Mark fazia o que a maioria de nós, maridos, realiza normalmente. Seguia o modelo dos papéis assumidos pelos pais.
Porém, nem isso ele realizava direito. Seu pai lavava o carro e cortava a grama. Mark não fazia nada disso, mas essa era a imagem mental que ele tinha a respeito do que um marido deveria realizar.
Não resta a menor dúvida de que ele não se via limpando a casa nem trocando as fraldas do bebê. Ainda bem que ele teve boa vontade em quebrar seu estereótipo ao perceber como essas coisas eram importantes para Mary. Isso será necessário para todos nós se a primeira linguagem do amor de nossos cônjuges solicitar algo que pareça inadequado a nosso papel.
Devido às mudanças sociológicas dos últimos trinta anos, não há mais um estereótipo comum dos papéis do esposo e da esposa na sociedade moderna. Isso não significa, contudo, que todos os estereótipos tenham desaparecido, mas que o número deles multiplicou. Antes da era da televisão, a imagem que as pessoas tinham de um esposo e de uma esposa e de como deveria ser esse relacionamento, era primeiramente influenciada pelos próprios pais.
Com a invasão da televisão e com a proliferação da separação dos casais, o modelo desses papéis tornou-se grandemente influenciado por forças de fora do lar. Sejam quais forem suas percepções a respeito, é muito provável que seu cônjuge possua expectativas diferentes a respeito dos papéis conjugais. E necessário “vontade política” para examinar e mudar estereótipos, e assim expressar amor de forma mais efetiva. Lembre-se, não há recompensas para se manter esses estereótipos; por outro lado, há benefícios tremendos em atender às necessidades emocionais de seu cônjuge.
Bem recentemente, uma esposa me disse:
— Dr. Chapman, vou mandar todos meus amigos assistirem a seu seminário!
E eu, então, lhe perguntei:
— Por que você fará isso?
— Porque meu casamento mudou radicalmente. Antes do seminário, Bob nunca me ajudava em nada. Nós dois começamos nossas carreiras após a faculdade, mas sempre coube a eu fazer tudo em casa. Era como se nunca tivesse passado pela cabeça dele realizar alguma coisa. Depois do seminário ele começou a me perguntar de que forma poderia me ajudar. Eu fiquei maravilhada! No início, nem acreditava que fosse verdade, mas essa postura tem persistido já por três semanas. Ela suspirou profundamente e continuou:
— Tenho de admitir que houve situações cômicas, no percurso destas três semanas, porque ele não sabia fazer nada! A primeira vez em que colocou a roupa para lavar, ao invés de usar o detergente diluído, colocou o alvejante. Nossas toalhas azuis ganharam “lindas” bolas brancas. Depois, chegou a hora de ele utilizar pela primeira vez nosso triturador de lixo. Pareceu estranho quando começou a sair espuma de sabão na pia ao lado. Nós paramos o processo, e depois de desligar a máquina coloquei minha mão na abertura do aparelho.
Tirei dali um quarto de um pedaço de sabão em barra que antes daquela aventura estava inteirinho. Mas ele me amava de acordo com a minha linguagem e meu “tanque do amor” enchia-se gradativamente! Agora ele já sabe fazer de tudo em casa e ajuda-me muito. Temos, também, bons momentos juntos porque não preciso trabalhar o tempo todo. E, “pode crer”, também aprendi a linguagem dele e mantenho seu “tanque” cheio.
— Foi assim tão simples?
Simples? Sim. Fácil? Não. Bob teve de trabalhar duro para quebrar o estereótipo com o qual convivera durante trinta e cinco anos. Não foi do “dia para a noite”, mas ele com certeza poderá dizer que aprender a primeira linguagem do amor de sua esposa e decidir-se por utilizá-la fez uma diferença tremenda no clima emocional de seu casamento.

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Capacho ou Amante?


“Eu o sirvo há vinte anos. Isso inclui todas as modalidades de serviço. Sou seu capacho porque ele simplesmente me ignora, maltrata-me e humilha-me na frente dos amigos e da família. Não o odeio. Não lhe desejo mal, mas estou profundamente magoada e não quero mais viver com ele”.
Essa esposa utilizou “Formas de Servir” durante vinte anos, mas sem expressão de amor. Seus atos demonstravam medo, culpa e ressentimento.
Devido às mudanças sociológicas dos últimos trinta anos, não há mais um estereótipo do papel do esposo e nem da esposa, na sociedade moderna.
Um capacho é um objeto inanimado. Você pode limpar seus pés nele, chutá-lo, colocá-lo de lado, ou fazer qualquer outra coisa que deseje. Ele não tem vontade própria. Pode servir a seu dono, mas não amá-lo. Quando nós, homens, tratamos nossas esposas como objetos, excluímos a possibilidade de receber amor. Manipulação que utiliza a culpa (“Se você for realmente uma boa esposa, fará isso para mim”), não é uma linguagem do amor. Coação pelo medo (“Acho melhor você fazer isso para mim, senão se arrependerá”) também não tem nada a ver com o amor. Ninguém deve ser capacho. Podemos ser usados, mas somos criaturas que possuem emoções, pensamentos e desejos. Temos a habilidade de tomar decisões e de agir. Usar ou manipular outras pessoas não é um ato de amor, mas de traição. Você induz a quem manipula a desenvolver hábitos desumanos. O amor diz: “Pelo fato de eu amá-lo muito, não vou permitir que me trate desse jeito. Não é bom para você nem para mim”.

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

Dói Demais...

Questiono-me todos os dias... "Pq ainda dói tanto e pq esses dias de férias o sofrimento só aumentou?"
Estou rodeada de pessoas que me amam, conhecendo lugares novos, maravilhosos, tenho tido conversas interessantes, mas quando me pego comigo mesma... sozinha... eu só consigo chorar. Estou triste, verdadeiramente triste!
Como alguém eu amei tanto (ok, ok... ainda amo), me faz sofrer tanto?
São dois meses de extremo sofrimento... de tentar esconder a dor, o choro e a tristeza. Dias em que o que mais quero é sumir do mapa!
Quero parar de sonhar com ele... e o pior, os sonhos são de traição... aí é sofrimento acordada e dormindo! Ah... e o detalhe... quem comanda um intestino de uma pessoa aflita?
Quero refresco, quero som, água fresca! Quero a brisa, quero um pôr-do-sol e um amanhecer tranquilos, quero abraço, quero carinho, quero amor... preciso de amor!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A Quarta Linguagem do Amor: Formas de Servir

Antes de nos despedirmos de Jim e Janice, reexaminemos a resposta dele à minha pergunta:
— Você se sente amado por Janice?
— Eu sempre me senti amado por ela, Dr. Chapman. Janice é a melhor dona de casa do mundo! Cozinha como ninguém. Minhas roupas estão sempre limpas e passadas. Ela é ótima para lidar com as crianças. Sei que ela me ama.
A primeira linguagem do amor de Jim é o que eu chamo de "Formas de Servir”, ou seja, aquilo que você sabe que seu cônjuge gostaria que você fizesse. É procurar agraciar realizando coisas que ele (ela) aprecia, expressando amor através de diversas “Formas de Servir”.
Estas formas podem ser as mais variadas possíveis, tais como preparar uma boa refeição, pôr uma mesa bem arrumada, lavar a louça, passar o aspirador, arrumar a cômoda, limpar o pente, tirar os cabelos da pia, remover as manchinhas brancas do espelho (aquelas causadas por pasta de dente), tirar os insetos mortos do vidro do carro, levar o lixo para fora, trocar a fralda do bebê, pintar o quarto, aspirar a estante, manter o carro em boas condições de uso, limpar a garagem, cortar a grama, tirar o mato do jardim, retirar as folhas mortas, aspirar a persiana, levar o cachorro para passear, dar comida para o gato, trocar a água do aquário — todas formas de serviço. Para que sejam realizadas é necessário pensar, planejar e executar (dispêndio de força e energia). Se feitas com o espírito certo e positivo, são incontestáveis expressões de amor.
Jesus Cristo deu uma ilustração simples, porém profunda, ao expressar amor através de uma forma de serviço quando lavou os pés dos discípulos1. Em uma cultura onde as pessoas usavam sandálias e caminhavam por estradas poeirentas, era costume os servos da casa lavar os pés dos convidados que chegavam. Depois daquela simples expressão de amor, o Filho de Deus encorajou seus discípulos a seguirem seu exemplo.
Anteriormente, Jesus dissera que, em seu Reino, os que desejavam ser grandes deveriam ser servos um dos outros. Na maioria das sociedades existentes, o maior reina sobre o menor, mas Cristo disse que os que quisessem ser grandes, deveriam servir aos outros. O apóstolo Paulo resumiu essa filosofia ao dizer: “Sirvam uns aos outros, em amor”. Pude observar o impacto de “Formas de Servir” em uma pequena cidade no Estado da Carolina do Norte, chamada China Grove. Ela fica na parte central daquela região, originalmente estabelecida junto às árvores chamadas “Chinaberry” (Fruta da China), perto da lendária Mayberry, Andy Griffith, distante uma hora e meia do Monte Pilot. Na época em que esta história aconteceu, China Grove era uma cidade têxtil, com uma população de 1.500 habitantes. Devido a meus estudos de antropologia, psicologia e
teologia, estive fora daquela localidade durante mais de dez anos. Eu realizava uma das duas visitas anuais, que costumava fazer, para manter contato com minhas raízes.
A maioria das pessoas que eu conhecia, com exceção do Dr. Shin, o médico local, e Dr. Smith, o dentista, trabalhava no moinho.
Havia, naturalmente, o pregador Blackburn, dirigente da congregação evangélica local. Para a maioria das pessoas que moravam em China Grove, a vida centralizava-se no trabalho e na igreja. A conversa no moinho era sobre a última decisão do superintendente e como ela afetara, particularmente, seu próprio trabalho. Os cultos focalizavam principalmente as antecipadas alegrias do céu. Naquele primitivo local americano, descobri a linguagem do amor número quatro.
Estava em pé debaixo de uma árvore Chinaberry, após o culto de domingo, quando Mark e Mary aproximaram-se de mim. Não reconheci nenhum deles. Deduzi que haviam nascido enquanto estivera fora. Apresentando-se, Mark disse:
— Pelo que entendi, o senhor ministra estudo sobre aconselhamento conjugal, não é verdade?
Sorri e lhes respondi:
— Sim, estou começando. Ele então me interrogou:
— É possível um casamento dar certo, se o casal discorda em tudo?
Era uma daquelas perguntas teóricas a qual eu sabia que tinha um fundo pessoal.
Desconsiderei a conotação teórica da pergunta e fiz-lhe uma interrogação pessoal:
— Há quanto tempo vocês estão casados?
— Há dois anos. E não concordamos em nada!
— Dê-me algum exemplo:
— Bem, para começar, Mary não gosta que eu vá caçar.
Trabalho a semana inteira no moinho e, quando chegam os sábados, gosto de infiltrar-me na floresta. Não são todos os sábados, mas somente quando a temporada de caça está aberta.
Mary, que estivera calada até então, disse:
— Quando a estação de caça não está aberta ele vai pescar. E não é verdade que ele caça somente nos sábados. Ele sai do trabalho para ir caçar.
— Uma, ou duas vezes por ano, tiro dois ou três dias de licença e, com outros colegas, vamos caçar nas montanhas. Não vejo mal algum nisso!
— Em que mais vocês discordam? perguntei:
— Bem, ela quer que eu vá à igreja o tempo todo. Não me importo de ir aos cultos aos domingos de manhã, mas, à noite, prefiro descansar. Tudo bem que ela queira ir, mas não acho que eu precise estar lá também.
Mary novamente replicou:
— Você também não quer que eu vá! Faz escândalo cada vez que eu passo pela porta em direção à igreja.
Sabia que aquela conversa não deveria continuar ali, embaixo daquela árvore e em frente à igreja. Como um jovem aspirante a conselheiro, achei que me metia em algo muito complicado para mim, mas como tinha sido treinado para fazer perguntas e ouvir,
continuei:
— Em que mais vocês discordam? Dessa vez, Mary respondeu:
— Ele quer que eu fique em casa o dia inteiro e faça todo o serviço doméstico. Fica simplesmente maluco se eu visito minha mãe, ou saio para fazer compras ou qualquer outra coisa.
Ele imediatamente interrompeu:
— Eu não me importo que ela visite sua mãe. No entanto, quando chego em casa, gosto de achar tudo em ordem. Há semanas em que ela não arruma nem a cama durante três ou quatro dias e nos outros, quando chego, ela nem ao menos começou o jantar. Trabalho
duro e gostaria de alimentar-me logo ao chegar. Além disso, a casa está sempre na maior bagunça! Há brinquedos do bebê espalhados por todo lugar, e ele está sempre sujo. Não gosto de sujeira. Acho que ela se sentiria feliz se vivesse em um chiqueiro. Não somos ricos e moramos em uma pequena casa do moinho; mas pelo menos ela poderia ser limpa!
Mary então perguntou:
— O que o senhor acha de ele me dar uma ajuda em casa? Ele age como se os esposos não precisassem jamais ajudar. Tudo o que ele quer é trabalhar e caçar. Espera que eu faça todo o resto. Por ele, eu teria até de lavar o carro!
Com o propósito de achar que seria melhor eu procurar alguma forma de ajudar e não de buscar mais problemas, perguntei a ele:
— Mark, quando namoravam, antes de se casarem, você já ia caçar todos os sábados?
— Na maioria deles. Mas eu sempre chegava em casa a tempo de vê-la no sábado à noite. Ainda tinha a oportunidade de lavar meu carro, antes de encontrá-la. Eu não gostava de sair com minha caminhonete suja.
— Mary, quantos anos você tinha quando se casou? Eu perguntei.
— Dezoito. Nós nos casamos assim que eu terminei o colegial. Mark formou-se um ano antes de mim, e já trabalhava.
— No último ano do colegial, Mark via você constantemente?
— Sim, ele me visitava quase todas as noites. Chegava à tarde e muitas vezes ficava para jantar com toda a família. Costumava ajudar-me nas tarefas da casa e depois nos sentávamos e conversávamos até a hora do jantar.
— Mary, o que vocês dois faziam depois do jantar? Ela olhou em minha direção com um sorriso sem graça e disse:
— Bem, o que os namorados costumam fazer... Mas, se eu tivesse algum trabalho escolar, ele sempre me ajudava. Algumas vezes estudávamos horas juntos. Certa vez eu fui encarregada de montar um projeto de Natal para a classe que se formaria. Ele me
ajudou todas as tardes, durante três semanas. Ele foi sensacional! “Mudei de marcha” e engatei a terceira na área das discórdias.
— Mark, quando os dois namoravam, você costumava ir com Mary à igreja aos domingos à noite?
— Sim, eu ia. Se não fosse, não tinha como vê-la no domingo à noite. O pai dela era superexigente.
— E ele nunca reclamou disso! Mary acrescentou. De fato, ele parecia gostar de ir. Até nos ajudou na programação de Natal!
Quando terminamos o primeiro projeto, começamos a preparar o palco para a peça natalina. Ficamos umas duas semanas envolvidos naquilo. Ele é muito talentoso para pintar e montar cenários.
Achei que começava a enxergar alguma luz no fim do túnel, mas temia que Mark e Mary não a vissem. Virei-me, então para ela e perguntei:
— Quando você namorava Mark, o que a convenceu de que ele a amava? O que fez com que ele fosse diferente dos outros rapazes que você conhecia?
— Foi a forma de como ele me ajudava a fazer as coisas. Ele tinha tanto entusiasmo em colaborar! Nenhum dos outros rapazes demonstrou esse tipo de interesse, mas parecia realmente natural em Mark. Ele chegava até a me ajudar a lavar a louça quando ia jantar
em minha casa. Ele era a pessoa mais maravilhosa que eu já tinha conhecido. Mas foi só a gente casar, e tudo mudou! Ele não fez mais nada!
Dirigindo-me novamente para Mark, perguntei:
— Em sua opinião, por que você acha que fazia todas aquelas coisas para ela e com ela, antes de casarem?
— Na época, para mim era natural fazê-las. É o que se espera que alguém nos faça, se esse alguém gosta de nós.
— E por que você acha que parou de ajudá-la depois do casamento? Perguntei.
— Eu acho que pensei ser como era em minha família. Meu pai trabalha e minha mãe toma conta da casa. Nunca o vi aspirar o pó, lavar louça ou fazer qualquer outro serviço doméstico. Em virtude de minha mãe não trabalhar fora, ela mantinha a casa sempre limpa, cozinhava, lavava e passava. Acho que simplesmente pensei que deveria agir como meu pai.
Torcendo para que ele raciocinasse como eu, perguntei:
— Mark, um minuto atrás o que você ouviu Mary responder, quando perguntei o que a fez sentir-se amada por você durante o namoro?
Ele respondeu:
— O fato de eu ajudá-la a fazer as coisas e realizá-las ao lado dela.
Os pedidos direcionam o amor, mas cobranças impedem que ele seja liberado.
Ainda dirigi-me a Mark e perguntei:
— Dá para você entender como ela se sentiu rejeitada quando você parou de ajudá-la?
Ele sacudiu a cabeça para cima e para baixo... Então afirmei:
— Também é compreensível que você tenha seguido o modelo do casamento de seus pais. A maioria de nós faz isso, mas sua mudança de comportamento com Mary foi muito radical. Isso fez com que ela achasse que seu amor por ela havia terminado.
Depois virei-me para Mary e disse-lhe:
— O que você ouviu Mark responder, quando perguntei a ele o porquê dele ajudá-la na época de namoro?
— Ele disse que são coisas as quais se espera que se façam quando uma pessoa gosta de outra. Ele realizava aquilo para demonstrar seu amor por mim.
Ela acrescentou que aquilo era natural nele. Porque na mente dele era essa a forma de se demonstrar amor. Então lhe perguntei:
— Quando os dois se casaram e foram morar em sua própria residência, ele esperou para ver o que você faria para demonstrar-lhe amor. Suas expectativas eram que mantivesse a casa limpa, cozinhasse, etc. Resumindo, ele aguardou que fizesse coisas por ele como expressão de seu amor. Você entende que, por não vê-la realizar o que esperava, ele passou a não sentir-se mais amado?
Agora era Mary quem balançava a cabeça. E eu continuei:
— Meu ponto de vista do porquê de ambos estarem tão infelizes é que nenhum de vocês demonstra amor um pelo outro, através de atos de bondade.
Mary disse:
— Acho que você está certo e o motivo pelo qual parei de fazer as coisas para ele, foi porque me ressenti de tanta cobrança. Era como se ele quisesse fazer com que eu ficasse igual à mãe dele.
Eu concordei com ela:
— Você está certa. Ninguém gosta de fazer as coisas forçadamente. O próprio amor é entregue espontaneamente. O amor não pode ser obrigatório. Podemos solicitar que os outros façam algumas coisas para nós, mas não devemos exigi-las. Pedidos direcionam o amor, mas cobranças impedem que ele seja liberado.
Mark interrompeu-me e disse:
— É isso mesmo, Dr. Chapman, ela está certa. Tenho realmente feito muitas cobranças e críticas a Mary porque estou desapontado com ela como esposa. Disse mesmo algumas coisas muito cruéis, que devem ter feito com que ela ficasse muito magoada
comigo.
Olhando para ambos, disse-lhes:
— Acredito que as coisas agora podem ser consertadas. Tirei um bloco de papel do meu bolso e destaquei duas folhas:
— Vamos tentar uma coisa. Quero que cada um de vocês se sente nos degraus da igreja e faça uma lista de pedidos. Mark, gostaria que preparasse uma relação de três ou quatro coisas que, se Mary resolvesse fazê-las, levariam você a se sentir amado quando
chegasse à casa no final do dia. Se ter as camas arrumadas é muito importante, então coloque isso no papel.
Virei-me para Mary e disse-lhe o mesmo:
— Mary, quero que você faça uma lista de três ou quatro coisas com as quais realmente gostaria que Mark a ajudasse, atitudes que, se ele as praticasse, ajudariam você a acreditar que ele a ama. (Aprecio muito as listas. Elas nos forçam a pensar de forma concreta).
Após cinco ou seis minutos, eles me entregaram suas listas. A de Mark ficou assim:
1. Arrumar as camas diariamente;
2. Lavar o rosto do bebê quando eu estiver para chegar em casa;
3. Colocar seus sapatos na sapateira antes que eu chegue em casa.
4. Tentar, pelo menos, começar o jantar antes de eu chegar, de forma que possamos nos alimentar 30 a 45 minutos após a minha chegada.
Li a lista de Mark em voz alta e disse:
— Posso entender que, se Mary decidir fazer estas quatro coisas, você as verá como formas dela demonstrar amor por você?
Ele respondeu:
— É isso mesmo! Se ela fizer estas quatro coisas, isso certamente cooperará muito para que eu mude minha atitude para com ela.
Em seguida, li a lista de Mary:
1. Gostaria que ele lavasse o carro uma vez por semana e não esperasse isso de mim.
2. Gostaria que ele trocasse a fralda do bebê quando chegasse em casa, especialmente quando estou atarefada na cozinha no preparo do jantar.
3. Gostaria que ele passasse o aspirador na casa para mim, pelo menos uma vez por semana.
4. Gostaria que, no verão, ele cortasse a grama todas as semanas a fim de não deixar que ela crescesse tanto, a ponto de eu ter vergonha do nosso jardim.
Eu então disse:
— Mary, entendo o que você deseja. Se Mark decidir fazer essas quatro coisas, você as receberá como formas genuínas de expressões de amor?
— É isso mesmo. Seria maravilhoso se ele fizesse essas coisas para mim.
— Essa lista parece razoável para você, Mark? — pergunteilhe.
Você poderia fazê-las, se assim decidisse?
— Sim —, ele disse.
— Mary, você acha os itens da lista de Mark razoáveis?
Você poderia realizá-las, se assim decidisse?
— Sim, eu posso fazer essas coisas. Mas eu me sinto frustrada porque não importa o quanto eu faça, pois nunca é suficiente.
— Mark, você entende que proponho uma mudança do modelo de casamento que você tem?
— Sabe de uma coisa, meu pai corta a grama e também lava o carro! acrescentou ele.
— Mas pelo jeito ele nunca passou o aspirador na casa nem trocou fralda de nenhum dos filhos, estou certo?
— Está!
— Você não é obrigado a fazê-las. Quero deixar isso bem claro; porém, se as realizar, serão comunicadas como expressões de amor a Mary.
Aquilo que fazemos um para o outro antes do casamento, não garante que continuaremos
a realizá-lo depois de casados.
E para Mary, eu disse:
— Você também precisa entender que não é obrigada a fazer as coisas da lista, mas, se decidir realizá-las, estas serão quatro formas que realmente terão significado para ele.
Virando-me então para ambos, disse:
— Gostaria de sugerir que vocês tentassem esse novo procedimento por dois meses e então avaliassem se os ajudou ou não.
Ao final deste período, talvez queiram acrescentar novos itens às suas listas e partilhá-las um com o outro. Eu, no entanto, recomendaria que não houvesse o acréscimo de mais de um item por mês.
— Isso faz sentido — Mary replicou.
— Acho que você nos deu uma grande ajuda — acrescentou Mark.
Virando as costas, ambos saíram de mãos dadas e caminharam em direção ao carro.
Ao ficar sozinho novamente, comecei a caminhar e disse em alta voz: “Acho que a igreja é para isso. Creio que vou gostar de trabalhar com aconselhamento!”
E nunca mais esqueci o enfoque obtido embaixo daquela árvore.
Após anos de pesquisa, percebi que a situação de Mark e Mary foi muito especial para mim. Raramente encontramos um casal onde ambos possuam a mesma linguagem do amor. Tanto para Mark como para Mary, “Formas de Servir” era sua primeira linguagem do amor.
Centenas de pessoas identificam-se com uma ou outra e reconhecem que a principal forma através da qual sentem-se amadas por seus cônjuges, é através de “Formas de Servir”.
Guardar os sapatos, trocar as fraldas do bebê, lavar louça ou o carro, aspirar o pó ou cortar a grama falam muito alto para aqueles cuja primeira linguagem do amor é “Formas de Servir”.
Você talvez indague: “Mas se Mark e Mary tinham a mesma linguagem do amor, por que possuíam tantos problemas?” A resposta está no fato de que eles falavam dialetos diferentes. Eles faziam coisas um para o outro, mas não as que consideravam as mais
importantes. Quando forçados a pensar de forma concreta, facilmente identificavam seus dialetos. Para Mary, era lavar o carro, trocar a fralda do bebê, aspirar o pó e cortar a grama, ao passo que para Mark era arrumar as camas, lavar o rosto do bebê, guardar os sapatos na sapateira e já ter o jantar começado ao chegar em casa. Quando começaram a falar os dialetos certos, os “tanques do amor” de ambos começaram a encher. Desde que a primeira linguagem do amor de ambos era “Formas de Servir”, aprender o dialeto específico de cada um foi relativamente fácil para eles.
Antes de deixarmos para trás Mark e Mary, gostaria de fazer três observações. Primeira, eles ilustram claramente que o que fazemos um para o outro antes do casamento, não é garantia de que continuaremos a fazê-lo depois de casados. Antes do matrimônio somos levados pela força da paixão. Após o casamento, voltamos a ser as pessoas que éramos antes de nos apaixonarmos. Nossas ações são influenciadas pelo modelo de nossos pais, nossa própria personalidade, nossa percepção do amor, nossas emoções, necessidades e nossos desejos. Apenas uma coisa é certa sobre nosso
comportamento: não será o mesmo da época em que estávamos apaixonados.
E isso me leva à segunda verdade ilustrada por Mark e Mary.
Amor é uma decisão, e não pode ser coagido. Mark e Mary criticavam o comportamento um do outro e não chegavam a lugar algum. A partir do ponto em que decidiram fazer pedidos um ao outro, e não cobranças, o casamento tomou outro rumo. Críticas e
cobranças não levam a lugar algum. O excesso de observações pode levar um cônjuge a concordar com o outro. Ele (ela) pode fazer as coisas do modo dela (dele) mas, muito provavelmente, aquela não será uma expressão de amor. Você pode dar outra direção ao amor através de pedidos: Eu gostaria muito que lavasse o carro, trocasse a fralda do bebê, cortasse a grama; porém, não há como colocarmos em alguém a vontade para tal. Cada um de nós decide diariamente amar ou não nossos cônjuges. Se escolhermos gostar dele, então a expressão desse amor da forma que seu cônjuge solicita, torná-lo-á
mais efetivo em termos emocionais.
Há uma terceira verdade, que somente é ouvida pelos amantes mais maduros. As críticas de meu cônjuge sobre meu comportamento, fornecem-me dicas “quentes” a respeito de sua
primeira linguagem do amor. As pessoas tendem a criticar mais seus cônjuges na área em que eles mesmos têm suas mais profundas necessidades emocionais. A observação que fazem é uma forma inútil de suplicar amor. Se conseguirmos entender essa característica, tornaremos estas críticas mais produtivas. Uma esposa poderá dizer a
seu marido, após ser observada por ele:
“Parece-me que isso é algo muito importante para você.
Poderia explicar por que considera (tal coisa) tão crucial?”
Críticas exigem explicações. Uma conversa poderá transformar a crítica mais em pedido do que em cobrança. A constante reprovação de Mary à caça de Mark não significava que ela odiava aquele esporte. Ela culpava isso por deixá-lo impossibilitado de lavar
o carro, aspirar o pó e cortar a grama. Quando ele aprendeu a suprir sua necessidade de amor ao falar sua linguagem emocional, ela se libertou para também apoiá-lo em seu esporte favorito.

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dignidade Maculada

Quando um estranho, com quem troquei pouco mais do que meia dúzia de palavras, me olhou nos olhos e disse: “Me apaixonei por você de cara, mas vejo em seu olhar muita tristeza e vejo também, uma pessoa muito digna, mas que teve sua dignidade maculada!”, eu paralisei. Dignidade Maculada e Tristeza no Olhar... Gente... há tempos falavam que eu “sorria com o olhar” e agora isso? Repito... tristeza no olhar? Eu não quero isso para mim, não quero sentir e nem que os outros vejam isso em mim.
Tenho ouvido, aqui na Bahia, muitas frases de impacto, que têm me feito refletir sobre minha vida, meus comportamentos e sobre aquilo que me tem acontecido. Agora, quanto a minha dignidade, ela foi realmente maculada. Sinto-me machucada e ouvir isso me fez dormir aos prantos. Chorei demais ontem. A separação ainda me dói, mas eu acho que o que mais me machuca é a mácula da minha dignidade.

Presentes x Dinheiro

Se você está para se tornar um presenteador eficaz, deve mudar sua atitude em relação ao dinheiro. Cada um de nós possui uma percepção individual dos propósitos de nosso salário na vida, e temos várias emoções relacionadas à forma como ele é empregado. Alguns se sentem bem quando o gastam. Outros, porém, possuem uma perspectiva de economizar e poupar o máximo possível. Em geral, apreciamos o fato de economizar e gastar nosso dinheiro sabiamente.
Se você aprecia gastar seu salário, praticamente não terá dificuldade em comprar presentes para seu cônjuge. Porém, se você for tipo “mão fechada”, sem dúvida experimentará uma resistência emocional à idéia de gastar seu dinheiro como expressão de amor.
Você não compra algo nem para si, por que comprar para seu cônjuge? Essa atitude, porém, não revela que você, a bem da verdade, adquira algo para si mesmo. A economia e o investimento de seu dinheiro proporcionam-lhe segurança emocional.
Você provê suprimento para sua própria segurança emocional na forma como lida com o seu salário. O que você realmente não faz é suprir as necessidades emocionais de seu cônjuge. Se porventura descobrir que a primeira linguagem do amor dele é realmente “Receber Presentes”, então talvez perceba que comprar presentes para ele, ou ela, é o melhor investimento que realizará! Você investirá em seu relacionamento e encherá o “tanque do amor” emocional de seu cônjuge. Com o “tanque cheio”, ele ou ela corresponderá ao seu amor emocional em uma linguagem que você por certo entenderá. Quando as necessidades emocionais de ambos são supridas, o casamento toma uma dimensão totalmente nova. Não se preocupe com seus investimentos. Você sempre será um poupador, mas investir no amor de seu cônjuge será como comprar a ação mais cara da bolsa de valores.

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A Terceira Linguagem do Amor: Receber Presentes

Estudei antropologia em Chicago. Devido às detalhadas etnografias, visitei pessoas fascinantes por todo o mundo. Estive na América Central onde pesquisei as avançadas culturas dos maias e dos astecas. Cruzei o Pacífico e analisei as tribos da Melanésia e Polinésia. Estudei os esquimós das vegetações das tundras, ao norte; e os aborígines ainos do Japão. Examinei os padrões de cultura relativos ao amor e casamento, e descobri que em cada cultura, o ato de dar presentes faz parte deste processo.
Os antropologistas, em geral, são apaixonados pelos padrões culturais que distinguem as culturas e eu também o sou. Será que o ato de presentear é uma expressão fundamental de amor que transcende barreiras culturais? Será que a atitude de amor está sempre acompanhada do ato de conceder? Essas perguntas são acadêmicas e de certa forma até filosóficas, mas a resposta a elas é sim. Podemos inclusive notar uma profunda implicação prática nos casais norte-americanos.
Fiz uma viagem antropológica de campo à ilha de Dominica.
Nosso propósito era estudar a cultura dos índios do Caribe. Foi nessa viagem que conheci Fred. Ele não era do Caribe, mas um jovem negro de 28 anos. Perdera uma de suas mãos com uma dinamite, em uma temporada de pesca. Devido ao acidente teve de abandonar sua carreira de pescador. Ele possuía muito tempo disponível e eu apreciei o fato de poder contar com sua companhia. Passamos muitas horas juntos e conversamos sobre sua cultura.
Em minha primeira visita à sua casa, ele me perguntou:
— Sr. Gary, o senhor aceitaria um suco?
Ao que aceitei prontamente. Ele, então, virou-se para seu irmão mais novo e disse:
— Pegue um suco para o senhor Gary.
Seu irmão deu-nos as costas, saiu de casa, subiu em um coqueiro e trouxe um lindo coco verde em suas mãos. Fred recomendou-lhe que o abrisse. Com três rápidos movimentos de faca seu irmão furou-o, e fez uma abertura triangular na parte de cima.
Fred entregou-me o coco e disse:
— Aqui está seu suco.
O líquido era esverdeado mas eu o bebi assim mesmo, todinho!
Eu o tomei porque sabia que aquele fora um ato de amor. Eu era seu amigo e eu sabia que ali só se oferece suco aos companheiros.
Ao final de algumas semanas, quando já se aproximava minha hora de partida daquela pequena ilha, Fred deu-me uma última prova de seu amor. Era uma enorme concha em espiral, que ele mesmo havia tirado do oceano. Tinha uma camada que, de tanto ser friccionada pelas rochas, lembrava, ao toque, uma seda macia. Ele me disse que aquele objeto encontrava-se naquelas praias há muitos anos e gostaria que eu o levasse como recordação daquela bela ilha.
Ainda hoje, quando olho para aquela concha, quase posso ouvir o som das ondas do Caribe. Porém, ela é mais do que uma recordação das praias de Dominica; é uma demonstração de amor.
Um presente é algo que você pode segurar em suas mãos e dizer:
“Ele pensou em mim!” ou, “Ela se lembrou de mim!”
Antes de comprarmos um presente para alguém, pensamos naquela pessoa. O objeto em si é um símbolo daquele pensamento.
Não importa se foi caro ou barato. O importante é que ele seja a prova desse desejo. E não é somente a intenção em nível da mente que se conta, mas o pensamento demonstrado de forma concreta através de um presente que se torna uma expressão de amor.
Muitas mães contam histórias de que seus filhos trouxeramlhes flores do quintal como presente. Elas se sentem amadas, mesmo que seja uma simples flor do jardim delas que não gostariam que fosse apanhada. Desde muito pequenas as crianças sentem-se inclinadas a dar alguma coisa a seus pais, e isto é uma boa indicação de que dar presentes é fundamental para o amor.
Presentes são símbolos visuais do amor. A maioria das cerimônias de casamento inclui dar e receber alianças. A pessoa que realiza a cerimônia diz:
“Estas alianças são os sinais visíveis dos elos espirituais que unem estes dois corações em um amor que nunca terminará”. Isso não é uma simples retórica. É a expressão de uma significante verdade — os símbolos possuem valores emocionais. Creio que isso pode ser bem exemplificado quando, perto da desintegração de um casamento, marido e mulher deixam de usar suas alianças. Esse é um sinal muito nítido de que o casamento está em sérios problemas.
Certo esposo me disse o seguinte:
“Quando ela atirou sua aliança contra mim e saiu cega de raiva batendo atrás de si a porta da casa, tornou-se evidente que nosso problema era seriíssimo. A aliança ficou no mesmo lugar onde foi jogada durante dois dias, porque eu não me abaixei para pegá-la.
Quando finalmente a apanhei, caí em um pranto convulsivo.”
As alianças são um símbolo do que o casamento deveria ser.
Porém, aquela colocada na palma de mão dele, e não no dedo dela, funcionava como um lembrete visual de que aquele casamento desmoronara-se. A aliança solitária provocou profundas considerações e emoções naquele marido.
Símbolos visuais de amor são mais importantes para uns do que para outros. Por esse motivo, existem os que após se casarem nunca mais tiram a aliança; porém, também há alguns que nem chegam a usá-la. Essa é outra evidência de que as pessoas possuem
linguagens do amor diferentes. Se receber presentes é sua primeira linguagem do amor, então você dará enorme valor à aliança recebida e usá-la-á com grande orgulho. Ao longo da vida, outros presentes também serão motivo de grandes emoções. Você verá neles expressões de amor. Sem lembranças como símbolos visuais, o amor do cônjuge poderá até ser questionado.
Existem presentes de todos os tamanhos, cores e formatos.
Alguns são caros, outros baratos. Para aquela pessoa cuja primeira linguagem do amor é receber presentes, o preço pouco contará, a menos que haja uma enorme discrepância entre o que se deu e o que se poderia oferecer. Se um marido milionário concede regularmente à sua esposa presentes de somente um dólar, ela poderá questionar se aquela é realmente uma expressão de amor. Por outro lado, quando as finanças da família são reduzidas, um presente de um dólar significará tanto quanto um outro de um milhão de dólares.
Se a primeira linguagem do amor de seu cônjuge for “Receber Presentes”, você pode se tornar expert nessa área.
De fato, essa é uma das mais simples linguagens para se aprender.
Presentes podem ser comprados, achados ou elaborados. O marido que pára ao longo de uma estrada e apanha para sua esposa uma rosa silvestre, achou ali uma singela expressão de amor, a menos que ela seja alérgica a flores do campo!! Para o esposo que pode pagar, há muitos cartões bonitos e tocantes e não são tão caros assim! Para aqueles que não podem fazer esta despesa, eles mesmos podem ter os seus, e sem pagar nada. Pegue uma folha de papel, uma tesoura, recorte em forma de coração e escreva no meio a frase: “Eu amo você!” Os presentes não precisam ser caros.
Mas, como deve agir aquela pessoa que diz não saber dar presentes?
“Não sei dar presentes. Durante toda minha infância e adolescência recebi poucos presentes. Não sei escolher o que oferecer às pessoas. Isso não é natural em mim!”
Parabéns! Você acabou de fazer a primeira grande descoberta no caminho para se tornar um grande amante! Você e seu cônjuge possuem diferentes linguagens do amor. Agora que já sabe disso, comece a busca para descobrir sua segunda linguagem do amor. Se a primeira linguagem do amor de seu cônjuge é “Receber Presentes”, você poderá se tornar expert no assunto. De fato, essa é uma das mais simples linguagens para se aprender.
Por onde começar? Faça uma lista de todos os presentes que na sua opinião seu cônjuge gostaria de receber. Podem ser lembranças já concedidas por você ou outras pessoas da família ou amigos. A lista poderá dar uma idéia dos presentes que seu cônjuge desejaria ganhar.
Se você tiver dificuldade em fazer uma seleção destes objetos, consulte outros membros da família. Neste meio tempo, “chute”, mas faça uma lista com presentes que estejam mais à mão e adquira-os para seu cônjuge. Não espere por uma ocasião especial. Se “Receber Presentes” for a primeira linguagem do amor dela (dele), praticamente tudo o que você lhe conceder será recebido como expressão de amor. Se ela (ele) foi muito crítica em relação aos presentes que você ofereceu no passado, pois muitos deles não foram por ela (ele) apreciados, então essa é uma grande dica de que receber presentes, por certo, não é a primeira linguagem de amor do seu cônjuge.

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Atividades de Qualidade

Além da linguagem básica do amor “Qualidade de Tempo” — que é dedicar total atenção a seu cônjuge — há um outro dialeto que se chama atividades de qualidade. Em um recente seminário sobre casamento, pedi que os casais completassem a seguinte sentença: “Sinto mais amor por meu cônjuge quando ________”. Veja as respostas dadas por um jovem marido, casado há oito anos:
“Sinto-me mais amado por minha esposa quando exercemos atividades em conjunto, ou seja, coisas que eu goste de fazer e ela também aprecie. Dessa forma conversamos mais. É como se estivéssemos namorando outra vez”.
Essa é uma linguagem típica de pessoas cuja primeira linguagem do amor é “Qualidade de Tempo”. A ênfase é dada no estarem juntos, em realizarem ao lado um do outro as mesmas
atividades, e em dedicarem atenção total às suas necessidades.
Entende-se por atividades de qualidade qualquer coisa pela qual um ou os dois se interessem. A ênfase não está no que se faz, mas no porquê decidiu-se realizá-lo. O objetivo é terem uma
experiência juntos, e terminá-la de forma a afirmarem: “Ele (ela) se interessa por mim. Ele quis fazer comigo algo que eu apreciava e realizou-o com uma atitude muito positiva”. Isso é amor e, para algumas pessoas, é a forma em que ele fala mais alto.
Tracie cresceu em meio a concertos. Em toda sua infância, a casa sempre esteve repleta de música clássica. Pelo menos uma vez ao ano ela acompanhava seus pais a um festival. Larry, por outro lado, gostava de música “country”. Ele nunca fora a um concerto e seu rádio estava sempre ligado em estações de música popular. Ele chamava a preferência de sua esposa de sinfonia de elevador. Se ele não tivesse se casado com Tracie, teria atravessado sua vida sem jamais assistir a um concerto. Antes do casamento, enquanto atravessava a fase da paixão obcecada, ele chegou até a assistir a alguns espetáculos musicais. Porém, mesmo apaixonado, ele perguntou se
ela chamava “aquilo” de música!
Após o casamento, decidiu que nunca mais sairia de casa para ouvir um concerto. No entanto, quando anos mais tarde descobriu que “Qualidade de Tempo” era a primeira linguagem do amor de Tracie e ela apreciava de forma especial o dialeto das atividades de qualidade, quis acompanhá-la e o fez entusiasmado. Seu propósito era claro. Ele não ia para assistir ao concerto, mas para demonstrar amor a Tracie e falar alto em sua linguagem. Com o passar do tempo,
chegou a apreciar os concertos e, ocasionalmente, a deleitar-se com um ou dois movimentos. Talvez ele nunca se torne um amante da música erudita, mas provavelmente diplomou-se em demonstrar amor à sua esposa.
Um dos pontos positivos das atividades de qualidade é que elas possibilitam o armazenamento
de um banco de memórias ao qual podemos nos reportar pelos anos futuros.
Entre as atividades de qualidade citamos plantar um jardim, descobrir e ir a liquidações, colecionar antiguidades, ouvir música, fazer piqueniques, caminhar, lavar o carro juntos durante o verão, etc. Essas atividades limitam-se apenas pelo interesse e desejo de tentar, ou não, novas experiências. Os ingredientes especiais para uma atividade de qualidade, são:
1. Desejo de fazê-la, proveniente de um dos dois.
2. O outro estar disposto a executá-la.
3. Ambos estarem conscientes porque devem realizá-la — expressar amor de forma a permanecerem juntos.
Um dos pontos positivos das atividades de qualidade é que elas possibilitam o armazenamento de um banco de memórias ao qual podemos nos reportar pelos anos futuros. Feliz é o casal que se
lembra de uma caminhada feita de manhã ao longo da praia; de uma árvore plantada no jardim; do tempo em que colocaram iscas para acabar com as formigas do pomar; do projeto de pintura dos quartos; da noite em que foram juntos ter aulas de patim e um deles caiu e quebrou a perna; dos passeios pelo parque; dos concertos; dos recitais e, como esquecer, do tempo gasto apreciando uma cascata após a longa caminhada de bicicleta até encontrá-la? Podem até sentir os respingos que caíram em seus rostos. Essas são memórias de amor, especialmente para aquelas pessoas cuja primeira linguagem for “Qualidade de Tempo”.
E, como achar tempo para tais atividades, especialmente se ambos trabalham fora? Achamos a ocasião da mesma forma que a encontramos para almoçar e jantar. Por quê? Porque são tão
essenciais para nosso casamento como as refeições o são para nossa saúde.
Isso é difícil? E preciso planejamento?
Sim!
Implica em que tenhamos de abrir mão de algumas atividades particulares?
Talvez!
Significa que faremos algumas coisas que, particularmente, não apreciamos?
Certamente!
Será que compensa?
Sem sombra de dúvida!
O que posso aprender com isso?
O prazer de viver com um cônjuge que é amado e sabe disso, pois compreende que o (a) esposo (a) aprendeu a falar sua primeira linguagem de forma fluente.
Gostaria de dar uma palavra de agradecimento a Bill e Betty Jo, de Little Rock, que me ensinaram o valor da primeira linguagem do amor — “Palavras de Afirmação”, e também a segunda —
“Qualidade de Tempo”.
Agora, vamos até Chicago para encontrarmos a terceira linguagem do amor.

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Tipos de Personalidade

Nem todos estamos desconectados de nossas emoções, mas quando o assunto vem à tona, todos somos afetados por nossa maneira específica de ser. Tenho observado dois tipos básicos de personalidade. Ao primeiro, chamarei de “mar Morto”. Na pequena nação de Israel, o mar da Galileia segue rumo ao sul através do rio Jordão até o mar Morto. Este não vai a lugar nenhum. Ele recebe, mas nada retribui. Esse tipo de personalidade adquire muitas experiências, emoções e diversos pensamentos ao longo do dia.
Possui um amplo reservatório onde armazena informações e sente-se absolutamente feliz em não falar. Se você perguntar à personalidade mar Morto:
“O que há de errado? Por que você ainda não abriu a boca esta noite?”
A resposta, muito provavelmente, será:
“Nada há de errado. Por que você pensa assim?”
E aquela resposta será absolutamente honesta. Ele está feliz por nada falar. Gostaria de fazer uma longa viagem, de norte a sul do país, para não dizer uma única palavra e estar sinceramente feliz.
Em outro extremo, porém, encontra-se o “riacho rápido”. Esse tipo de personalidade pode ser descrita como aquela que, entre o que passa pelos olhos ou ouvidos leva no máximo sessenta segundos até que saia pela boca. Sobre o que vêem, ou ouvem, falam rapidamente.
De fato, se não houver ninguém em casa para que comentem a respeito, darão um jeito para falar com alguém:
“Sabe quem eu vi hoje?”
“Sabe o que eu ouvi hoje?”
Se não conseguem conversar ao telefone, falam consigo mesmos, porque não possuem algum reservatório. É comum que o mar Morto e o riacho Rápido casem-se. Isso ocorre porque, quando estão em pleno namoro, as características opostas tornam-se muito atraentes para ambos.
Uma forma de se aprender novos padrões de comportamento é estabelecer, diariamente, um período no qual cada um poderá falar sobre três situações que ocorreram durante o dia e os sentimentos que tiveram em relação a elas.
Se você for o mar Morto e sair com o riacho Rápido, provavelmente terá uma noite maravilhosa. Não terá de se preocupar em iniciar uma conversa e nem em mantê-la. Para falar a verdade, não deve nem pensar sobre isso. Tudo o que fará será balançar sua cabeça e fazer “hum, hum...” e esta expressão preencherá a noite toda. Você chegará em casa e pensará: “Que noite! Que pessoa maravilhosa!”
Por outro lado, se for um riacho Rápido e sair com o mar Morto, também terá um encontro igualmente maravilhoso porque este reservatório é o melhor ouvinte do mundo. Você deve falar durante umas três horas. O mar Morto ouvirá atentamente o riacho Rápido e, ao chegar em casa seu comentário será: “Que pessoa maravilhosa!”
Haverá uma atração recíproca. Porém, cinco anos após o casamento, o riacho Rápido acordará em uma bela manhã e dirá:
“Estamos casados há cinco anos mas eu não o conheço!”
O Mar Morto, por outro lado dirá:
“Eu a conheço muito bem! Gostaria muito que ela interrompesse um pouco esse dilúvio de palavras e desse-me atenção”.
A boa notícia, nisso tudo, é que o mar Morto provavelmente aprenderá a falar e o riacho Rápido saberá ouvir. Somos influenciados mas não dominados por nossas personalidades.
Uma forma de se aprender novos padrões de comportamento é estabelecer, diariamente, um período no qual cada um falará sobre três situações que ocorreram durante o dia e os sentimentos que tiveram em relação a elas. Chamo esse método de “Dose Mínima Diária” para um casamento saudável. Se você começar com esse período, em algumas semanas, ou meses, a conversa de qualidade fluirá mais livremente entre vocês.

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pôr-do-sol

Olhar o céu me dá esperança... esperança de que um novo dia virá depois da escuridão!

Aprendendo a Falar

Uma conversa de qualidade requer não somente consideração ao ouvir, mas também disposição em expor-se. Quando uma esposa diz: “Gostaria tanto que meu marido conversasse comigo! Nunca sei o que ele pensa ou sente...” Ela clama por intimidade; quer sentir-se próxima de seu esposo. Mas, como sentir-se ao lado de alguém a quem não conhece? Para que ela se sinta amada, o marido precisa aprender a se expor. Se a primeira linguagem do amor dela for
“Qualidade de Tempo” e seu dialeto, conversa de qualidade, seu tanque emocional nunca estará completo até que ele partilhe com ela seus pensamentos e sentimentos.
Se você precisa aprender a linguagem da conversa de qualidade, comece a observar as emoções que sente quando está fora de casa.
Para muitos de nós, o ato de expor-se não é nada fácil. Muitos adultos foram criados em lares onde a expressão dos pensamentos e sentimentos não só jamais foi encorajada, como também era condenada. Pedir um brinquedo era recebido com um sermão sobre a situação econômica familiar. A criança sentia-se culpada por causa daquele desejo e, então, rapidamente aprendia a não expressar mais seus desejos. Quando um filho ou filha expressava raiva, os pais repreendiam-no (na) severamente com palavras condenatórias. O que acontecia então? A criança aprendia que expressar sentimentos de raiva também não era algo apropriado. Se um deles passasse a sentir-se culpado por expressar seu desapontamento pelo fato de não poder
ir ao supermercado com o pai, aprendia a guardar seu desagrado para si. Nós, adultos, ao atingirmos a maturidade, aprendemos a negar nossos sentimentos. Deixamos de ter contato com nosso ser emocional.
Uma esposa pergunta a seu marido:
— Como você se sentiu com a reação de Mark?
E o marido responde:
— Eu acho que ele está errado. Ele deveria ter feito assim, assim e assim...
Note, porém, que ele não expressa seus sentimentos. Simplesmente manifesta seus pensamentos. Talvez ele tenha motivos para sentir-se triste, com raiva, ou desapontado. No entanto, vive a tanto tempo no nível do raciocínio, que nem ao menos reconhece a existência de seus sentimentos. O ato de aprender a linguagem da conversa de qualidade pode ser comparado ao aprendizado de uma língua estrangeira. O início sempre é uma aproximação dos sentimentos, e o aluno pouco a pouco torna-se consciente de que é uma criatura emocional, apesar do fato de ter ignorado aquela faceta de sua vida.
Se você precisa aprender a linguagem da conversa de qualidade, comece a perceber os sentimentos que lhe ocorrem quando está longe de casa. Compre um bloquinho de rascunho e
mantenha-o diariamente com você. Três vezes, durante o dia, faça a si mesmo as seguintes perguntas:
• Que emoções senti nas últimas três horas?
• O que senti a caminho do trabalho quando o motorista atrás de mim ficou o tempo todo colado em meu pára-choque?
• Como eu me senti quando fui colocar combustível no carro e a bomba automática não funcionou e fez com que o tanque transbordasse, derramasse e molhasse de gasolina toda a parte de trás
do carro?
• Como me senti quando, ao chegar ao escritório, soube que minha secretária fora requisitada para um outro projeto da empresa e não estaria presente toda a manhã?
• Como me senti quando meu supervisor me comunicou que o projeto no qual eu trabalhava teria de ser concluído em três dias, quando pensei que teria mais duas semanas?
Escreva seus sentimentos no bloco de rascunho e, ao lado, coloque uma ou duas palavras para lembrá-lo do evento correspondente ao sentimento. Sua lista deve ficar mais ou menos assim:

Situação Sentimentos
1. motorista colado atrás - RAIVA
2. posto de gasolina - DESAGRADO
3. sem secretária - DESAPONTADO
4. projeto em três dias - FRUSTRAÇÃO E ANSIEDADE

Faça este exercício três vezes ao dia e você descobrirá sua natureza emocional. Utilize seu bloquinho e comunique a seu cônjuge as emoções que experimentou, juntamente com as situações enfrentadas. Quanto mais você fizer isso, melhor será. Em algumas semanas sentir-se-á mais confortável para expressar suas emoções a ele (a). Finalmente, será também capaz de, mais à vontade, conversar sobre seus sentimentos em relação ao (à) esposo (a), aos filhos e a eventos que ocorram em casa. Lembre-se que as emoções em si não são certas nem erradas. São simplesmente nossas reações psicológicas aos acontecimentos da vida.
Constantemente tomamos nossas decisões baseados em nossos pensamentos e emoções. Quando o motorista estava “grudado” em seu carro, a caminho do trabalho, e você ficou com raiva, será que alguns dos seguintes pensamentos passaram por sua cabeça?

• Gostaria que ele saísse da pista;
• Gostaria que ele me ultrapassasse;
• Se eu não corresse o risco de ser multado, gostaria de pisar fundo o acelerador e deixá-lo para trás, “comendo poeira”;
• Gostaria de dar uma boa freada de forma que ele entrasse com tudo na traseira de meu carro, e a seguradora tivesse de me dar um carro novo;
• Talvez eu deva sair para a direita e deixá-lo passar.
Você, eventualmente, tomou alguma dessas decisões ou o outro motorista reduziu a marcha, ou ultrapassou seu carro e você conseguiu chegar seguro ao trabalho. Cada evento de nossa vida gera emoções, pensamentos, desejos e também ações. À expressão desse processo chamamos de auto-revelação. Se você optar em aprender o dialeto da conversa de qualidade, esse é o caminho pelo qual deverá trilhar.

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Conversa de Qualidade

Como as palavras de afirmação, a linguagem da “Qualidade de Tempo” também possui vários dialetos. Um dos mais utilizados é o da conversa de qualidade. Afirmo com isso a existência de um diálogo acolhedor onde duas pessoas compartilham experiências, pensamentos, emoções e desejos, de forma amigável, e em um contexto sem interrupções. A maioria das pessoas que reclamam que seus cônjuges não conversam, raramente não toma parte em algum diálogo mais íntimo. Se afirmam isso é porque nada falam, de forma literal. Querem dizer que se a primeira linguagem do amor de seu cônjuge for “Qualidade de Tempo”, esse tipo de diálogo é importantíssimo para sua parte emocional, no que diz respeito a sentir-se amado.
Conversa de qualidade é bem diferente da primeira linguagem do amor. Palavras de afirmação focalizam o que afirmamos, ao passo que conversa de qualidade focaliza o que ouvimos. Se externo meu amor por você através da “Qualidade de Tempo” e gastamos esse tempo juntos, significa que este propósito estará em fazer você vir à tona, ouvir atentamente o que pretende dizer. Farei perguntas, não por obrigação, mas com o desejo genuíno de entender seus pensamentos, sentimentos e desejos.
Conheci Patrick quando ele tinha 43 anos e estava casado há dezessete. Lembro-me bem dele porque suas primeiras palavras foram dramáticas. Ele se sentou na cadeira de couro de meu escritório e após uma breve apresentação inclinou-se para frente e disse tomado de grande emoção:
— Dr. Chapman, tenho sido um idiota, um perfeito idiota!
Perguntei-lhe:
— O que o fez chegar a essa conclusão?
— Tenho 17 anos de casado e, de repente, minha mulher me deixou. Só agora pude perceber como sou idiota!
Ao ouvir suas palavras, mantive minha pergunta inicial:
— De que forma você acha que tem sido um idiota?
— Deixe-me explicar. Minha esposa chegou em casa após um dia de trabalho e contou-me que estava passando por alguns problemas em seu emprego. Eu a ouvi e disse-lhe o que ela deveria fazer. (Eu sempre lhe dei conselhos.) Então afirmei que ela mesma precisava confrontar aquela situação, pois os problemas não costumam sumir facilmente, e ela deveria conversar com as pessoas envolvidas ou o supervisor de seu departamento. Seria necessário que ela enfrentasse aquela situação. No dia seguinte, porém, ela chegou do serviço e falou dos mesmos problemas. Eu então perguntei se ela fizera o que eu sugerira no dia anterior. Ela sacudiu a cabeça e disse que não. Repeti, naquele momento, o mesmo conselho. Disse-lhe que aquela era a forma correta de lidar com a situação. No dia seguinte ela chegou em casa e apresentou novamente os mesmos problemas. Mais uma vez eu lhe perguntei se fizera o que eu propusera. Mais uma vez ela sacudiu a cabeça e disse que não. Após umas três ou quatro noites fiquei muito bravo e disselhe que não contasse mais comigo enquanto não fizesse o que eu lhe recomendara. Ela não precisava viver sob aquela pressão, pois resolveria seu problema se simplesmente fizesse o que eu lhe falara.
Na próxima vez em que ela veio me falar sobre aquele problema, eu lhe disse:
— Não quero mais ouvir sobre isso. Já lhe falei várias vezes o que fazer. Se você não quer ouvir meus conselhos, também não desejo mais ouvir falar sobre este assunto!
Muitos de nós somos treinados a analisar problemas a fim de dar-lhes soluções. Esquecemos que o casamento é um relacionamento, e não um projeto a ser terminado ou um problema a ser resolvido.
Ele prosseguiu o seu relato:
— Eu me retirei e dirigi-me ao meu trabalho. Como fui idiota! Agora percebo que, quando ela me falava sobre suas lutas no trabalho, não desejava meus conselhos. Ela queria solidariedade. Desejava que eu a ouvisse, desse-lhe atenção, e dissesse-lhe que entendia a dor, a pressão e a tensão pelas quais passava. Ela queria ouvir que eu a amava e estava ao seu lado. Ela não desejava conselhos, porém a minha compreensão. Mas eu jamais tentei entendê-la. Estava muito afastado dela ao conceder-lhe apenas conselhos. Que louco fui eu! E agora ela foi embora. Por que a gente não percebe estas coisas quando estamos passando por elas? Eu estava completamente cego para o que acontecia. Só agora percebo como falhei com ela.
A esposa de Patrick suplicava por uma conversa de qualidade.
Emocionalmente, ela esperava que ele lhe desse ouvidos ao ouvir sua dor e frustração. Patrick, porém, não focalizava sua atenção em ouvir, mas em falar. Ele escutava somente o suficiente para perceber o problema e formular uma saída. Ele não a ouvia o tempo necessário para compreender sua súplica por apoio e compreensão.
Nós somos como Patrick. Somos treinados para tomar conhecimento dos problemas e dar soluções. Esquecemos que o casamento é um relacionamento, não um projeto a ser terminado ou um problema a ser resolvido. Uma convivência a dois implica em simpatia, em ouvir com a intenção de entender o que o outro cônjuge pensa, sente e deseja. Devemos também estar dispostos a aconselhar, mas somente quando solicitados e jamais de forma arrogante. A maioria de nós não sabe ouvir. Somos mais eficientes em pensar e falar. Aprender a ouvir pode ser tão difícil quanto estudar uma língua estrangeira. Porém, se quisermos comunicar o amor, precisamos aprender. Isso é especialmente importante, se a primeira linguagem de seu cônjuge for “Qualidade de Tempo” e se o dialeto dele for conversa de qualidade. Felizmente, há muitos livros e artigos escritos sobre a arte de ouvir. Não repetirei o que já foi escrito em vários
outros trechos, mas gostaria de dar algumas dicas que podem ajudar bastante:
1. Procure olhar nos olhos de seu cônjuge quando ele lhe falar alguma coisa. Essa atitude ajuda sua mente a não divagar e comunica que ele realmente recebe sua total atenção.
2. Não faça outra coisa enquanto ouve seu cônjuge. Lembre-se: “Qualidade de Tempo” é dedicar ao que lhe fala sua total atenção. Se você porventura assistir TV, ler ou praticar qualquer outra atividade pela qual esteja muito envolvido, e não puder desviar a atenção imediatamente, diga isso a seu cônjuge: “Sei que você quer falar comigo agora, e estou interessado em ouvir-lhe. Só que gostaria de conceder-lhe mais atenção, e no momento não é possível. Se você me conceder dez minutos para eu terminar o que estou fazendo, sentaremos juntos e então ouvirei o que você tem a dizer.” A maioria dos (as) esposos (as) deverá atender a uma solicitação dessas.
3. “Escute” o sentimento. Pergunte a você mesmo o tipo de emoção que seu cônjuge sente no momento. Quando achar que descobriu, confirme. Por exemplo: “Tenho a impressão que você está desapontado por eu ter esquecido de...” Essa é uma oportunidade para você certificar-se de seus sentimentos. Também comunica que ouve com atenção o que lhe é dito.
4. Observe a linguagem corporal. Punhos cerrados, mãos trêmulas, lágrimas, cenho franzido e expressão dos olhos fornecem pistas do que seu cônjuge sente. Algumas vezes, a linguagem verbal diz uma coisa, enquanto a corporal afirma outra. Solicite um esclarecimento a fim de poder confirmar seus reais sentimentos.
5. Recuse interrupções. Pesquisas recentes indicam que, em média, as pessoas ouvem apenas 17 segundos antes de interromperem para inserir na conversa as próprias idéias. Se eu lhe dedicar minha total atenção enquanto você fala, evitarei defender-me a fim de fazer-lhe acusações ou mesmo, dogmaticamente, evidenciar minha posição.
Meu objetivo é perceber seus sentimentos e pensamentos. O alvo não é autodefender-me ou permitir que você ganhe uma discussão; a intenção é compreendê-lo (a).

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Férias...


Aaaaa... as merecidas férias chegaram!!!!
Curtindo um tempo na Bahia, conhecendo lugares históricos, praias, pessoas... Estar novamente no nordeste está sendo muito bom, mas muito difícil... tudo, absolutamente tudo me lembra R*... escondido já chorei muito!
Mas ficarei bem... voltarei melhor ainda!

Estar Juntos

O aspecto central da “Qualidade de Tempo” é estar sempre juntos. Não quero dizer simples proximidade. Duas pessoas sentadas em uma mesma sala estão próximas, mas não necessariamente juntas.
O estar junto tem a ver com o focalizar a atenção. Quando um pai está sentado no chão e brinca de bola com seu filho de dois anos, sua atenção está focalizada na criança e não na bola. Naquele momento, por mais breve que seja, enquanto durar, eles estão juntos. Se, no entanto, o pai fala ao telefone enquanto chuta a bola para o filho, sua atenção está dividida. Há maridos e esposas achando que gastam o tempo juntos mas, na realidade, simplesmente vivem próximos.
Estão na mesma casa, ao mesmo tempo, mas não estão juntos. Um marido que assiste a uma sessão de esportes na televisão enquanto conversa com a esposa não lhe concede “Qualidade de Tempo”, pois ela não recebe sua total atenção.
Dedicar “Qualidade de Tempo” não significa olhar nos olhos um do outro o tempo todo. Quer dizer fazer coisas juntos e conceder atenção total a quem está conosco. A atividade com a qual nos envolvemos é secundária. A importância é emocional e refere-se à atenção total que concedemos e recebemos. A atividade em si é um veículo que proporciona o sentimento da interação. O que é importante no fato do pai chutar a bola para o filho de dois anos, não é a atividade em si, mas as emoções suscitadas entre os dois.
Da mesma forma, marido e esposa que jogam tênis juntos, a verdadeira “Qualidade de Tempo” focaliza não o jogo em si, mas o fato de que fazem algo em companhia um do outro. O importante é o que ocorre a nível emocional. Investir o tempo juntos em uma atividade em comum significa que nos importamos um com o outro, apreciamos estar próximos e gostamos de fazer coisas em conjunto.

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor

Codinome Beija-Flor

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
(Cazuza)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Segunda Linguagem do Amor: Qualidade de Tempo

Era o meu dever perceber qual a primeira linguagem do amor de Betty Jo, logo no início, pelo que ela me disse naquela noite de primavera quando os visitei em Little Rock: “Bill é um bom provedor, mas não gasta tempo algum comigo!
Do que me servem a casa, o carro novo e as demais coisas se não os “curtimos” juntos?”
O que ela desejava? Ter um tempo de qualidade com seu marido. Ela queria que ele focalizasse nela a sua atenção, que lhe dedicasse mais tempo e pudessem realizar algumas atividades juntos. Quando digo “Qualidade de Tempo” desejo afirmar que você deve dedicar a alguém sua inteira atenção, sem dividi-la. Não significa sentar no sofá e assistir televisão. Quando o tempo é gasto dessa forma, quem recebe a atenção são as estações de TV, e não o cônjuge. O que pretendo afirmar é algo como sentar-se ao sofá com a televisão desligada, olhar um para o outro e conversar, no processo de dedicação mutua. É dar um passeio juntos, só os dois. É ambos saírem para comer fora, é um olhar nos olhos do outro e conversar.
Você já percebeu que, nos restaurantes, é perfeitamente possível notar a diferença entre um casal de namorados e um de casados? Os namorados miram-se nos olhos e “batem papo”. Os casados sentam-se à mesa e olham ao redor do restaurante. Pode-se dizer que foram ali apenas para comer!
Quando me sento ao sofá com minha esposa e dedico-lhe vinte minutos de minha inteira atenção e ela faz o mesmo por mim, concedemos um ao outro vinte minutos de nossa existência. Nunca mais teremos aquele tempo novamente! Entregamos ali parte de nossas vidas um ao outro. Esse é um poderoso comunicador do amor emocional.
Um único remédio não pode curar todas as enfermidades existentes. Em meu aconselhamento para Bill e Betty Jo, cometi um erro muito sério, pois afirmei que palavras de afirmação teriam o mesmo significado para os dois. Esperava com isso que, se cada um deles desse ao outro uma afirmação verbal, o clima emocional mudaria e ambos sentir-se-iam amados. Isso funcionou para Bill.
Seus sentimentos em relação a Betty Jo tornaram-se mais positivos.
Ela passou a apreciar mais o trabalho duro que ele desempenhava.
Porém, o mesmo não ocorreu com Betty Jo, porque “Palavras de Afirmação” não era sua primeira linguagem do amor, mas sim a qualidade de tempo.
Peguei novamente o telefone, liguei para Bill e agradeci-lhe o esforço feito nos últimos dois meses. Disse-lhe que ele fizera um bom trabalho ao dizer palavras de afirmação para Betty Jo e ela as ouvira. Ele me disse:
— Mas Dr. Chapman, ela ainda continua triste. Acho que as coisas não melhoraram muito para ela!
E eu lhe respondi:
— Você tem razão, Bill. E acho que sei o porquê. O problema é que sugeri a linguagem do amor errada!
Bill não tinha a menor noção do que eu estava falando.
Expliquei-lhe então que os motivos que levam uma pessoa a experimentar o amor emocional por outra não são necessariamente os mesmos.
Ele concordou comigo que a sua linguagem do amor era realmente “Palavras de Afirmação”. Contou-me então que desde menino isso era importante para ele e estava contente ouvir Betty Jo expressar apreciação pelas coisas que ele fazia. Expliquei, então, que a linguagem de Betty Jo não era “Palavras de Afirmação”, mas sim qualidade de tempo. Passei-lhe também o conceito de dedicar atenção integral ao cônjuge, dizendo-lhe que não deveria ouvi-la enquanto lia jornal ou assistia televisão, mas sim olhá-la nos olhos e dedicar-lhe toda a atenção; fazer com o cônjuge algo que ele aprecia, e ser realmente sincero nessa atividade. Ele então me disse:
“Algo como ir com ela a um concerto...” As luzes começavam a brilhar em Little Rock.
— Dr. Chapman, ela sempre reclamou disso! Nós não temos atividades em comum. Realmente não gasto sequer um momento com ela. Betty Jo lembra-me o tempo todo que antes de nos casarmos, costumávamos passear e tínhamos várias atividades juntos,
mas agora vivo ocupado demais. Essa é realmente sua linguagem do amor, sem sombra de dúvida. Mas... Dr. Chapman, o que eu posso fazer, se meu trabalho realmente exige muito de mim!?
Pedi-lhe, então, que me falasse sobre seu serviço. Por dez minutos ele me contou a história de como subira os degraus de sua firma, de quão arduamente trabalhara para isso e orgulhava-se de seus feitos. Falou-me também de seus planos para o futuro e que, pelos seus cálculos, dentro de cinco anos chegaria ao posto que sonhava.
Perguntei-lhe então:
— Você quer chegar lá sozinho, ou deseja a companhia de Betty Jo e de seus filhos?
— Quero que eles estejam comigo. É por isso que sofro tanto quando ela reclama do tempo que gasto no serviço. Realizo o que faço por nós. Quero que ela participe disso, mas Betty insiste em reagir negativamente.
— Você começa a entender o porquê dela ser tão negativa Bill?
A linguagem do amor de Betty Jo é “Qualidade de Tempo”. Você lhe dedica tão pouco tempo que o “tanque do amor” dela está vazio. Ela não sente segurança em seu amor. Por isso, em sua mente, ela rejeita o que o afasta dela, ou seja, seu trabalho. Ela realmente não odeia sua profissão. Ela detesta o fato de sentir tão pouco amor de sua parte. Só há uma solução para isso, Bill, e o preço é alto. Você terá de arrumar
um tempo para gastar com Betty Jo. Você precisa amá-la na linguagem dela.
— O senhor está certo, Dr. Chapman. Como devo começar?
— Você ainda tem o caderno onde anotou as características positivas de Betty Jo?
— Tenho, está bem aqui.
— Ótimo. Faça uma outra lista. O quê, em sua opinião, Betty Jo gostaria de realizar em sua companhia? Procure lembrar-se de coisas que ela já mencionou ao longo dos anos.
E a lista de Bill ficou assim:
• Pegar nosso carro novo e irmos para as montanhas passar uma semana (às vezes com as crianças, ou somente nós dois);
• Encontrá-la para almoçar (em um bom restaurante ou, algumas vezes, até no McDonald’s);
• Contratar uma babá para cuidar das crianças e juntos jantarmos fora (só nós dois);
• Todas as vezes que eu chegar em casa à noite, sentar e contar a ela sobre meu dia e ouvir o que ela tem a dizer sobre o dela (ela não gosta que eu veja televisão ou leia quando conversamos);
• Gastar um tempo com os filhos, e discutir a vida escolar deles;
• Gastar um tempo só brincando com as crianças;
• Fazer em um determinado sábado um piquenique com ela e as crianças e não reclamar das formigas e nem das moscas;
• Tirar férias com a família, pelo menos uma vez por ano;
• Sair para conversarmos, enquanto caminhamos (mas sem andar na frente dela).
Ao terminar a lista, Bill disse:
— São essas as coisas das quais me recordo, que ela fala ao longo de todos estes anos.
— Você já sabe o que eu vou sugerir-lhe, não é, Bill?
— Colocar essa lista em prática, não é? — respondeu ele.
— É isso mesmo. Um tópico da lista por semana, durante os próximos dois meses. Como você vai arrumar tempo? Dê um jeito.
Você é um homem inteligente e não estaria onde está se não soubesse tomar decisões importantes. Você possui a habilidade para planejar sua vida e incluir Betty Jo em seus planos.
— Está certo. Vou dar um jeito.
— Outra coisa, Bill. Tal projeto não implica na diminuição de seus alvos. Significa que, quando você chegar ao topo, Betty Jo e seus filhos estarão lá com você.
O aspecto central da “Qualidade de Tempo” é estar próximo.
Não quero dizer simples proximidade...
O estar junto tem a ver com o focalizar a atenção.
— E isso o que eu mais desejo! Esteja eu no topo ou não, quero que ela seja feliz e pretendo desfrutar a vida ao seu lado e das crianças.
E os anos se passaram... Bill e Betty Jo chegaram ao topo, apesar de um pequeno revés na vida, graças à linguagem do amor. O mais importante, porém, é que alcançaram a vitória juntos. Os filhos já deixaram o ninho e eles concordam que vivem os melhores anos de suas vidas. Bill tornou-se um sincero apreciador de concertos e Betty Jo aumentou a lista dos tópicos que aprecia no esposo. Ele não
se cansa de ir ao teatro. Começou recentemente sua própria companhia e está novamente próximo ao topo. Seu trabalho já não é uma ameaça para Betty Jo. Ela está animada e encoraja-o bastante.
Ela sabe que está em primeiro lugar na vida do marido. Seu “tanque do amor” está cheio, e se começar a esvaziar, ela sabe que uma simples solicitação sua fará com que Bill conceda-lhe atenção irrestrita.

Fonte: As Cinco Linguagens do Amor