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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Fera ferida

"O coração perdoa
Mas não esquece à tôa
E eu não me esqueci

(...)

Sou fera ferida
No corpo, na alma
E no coração.."


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Cacos de Amor

Casos de amor
Cacos de vidro na areia
Cacos de vida no chão

Parte de mim
Acha que o tempo passou
Outra diz que não

Será que você ainda lembra de mim como eu quero
Será que o mar que guardou destruiu o castelo
De conchas e cacos de amor

Olha
No brilho de uma estrela que já não existe
É lá que meu amor te vê e ainda insiste
Como se calculasse um mapa astral

Juro
Eu não te quero mais como eu queria
Se o coração me ouvisse não andava assim
Pisando em cacos de amor

Casos de amor
Cacos de vidro na areia
Cacos de vida no chão

Parte de mim
Acha que o tempo passou
Outra diz que não

Será que você ainda lembra de mim como eu quero
Será que o mar que guardou destruiu o castelo
De conchas e cacos de amor

Vedi
Nella luce di una stella che già non esiste
Da dove io ti guardo il mio amore insiste
È una costellazione solo mia

Giuro
Io non ti voglio più come volevo
Ma il cuore non mi ascolta
E chiede almeno




terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Feedback do amor

“_ Bom dia! Por favor, eu gostaria de cancelar a minha assinatura de banda larga.
_ Antes de concluirmos seu pedido, a senhora poderia ‘estar nos informando’ o motivo do cancelamento?
_ O preço não me é mais atrativo, recebi uma proposta melhor de outra operadora, a velocidade ofertada lá é mais alta e cansei das desculpas de sempre que vocês me dão quando o serviço não funciona.”

Até operador de telemarketing tem direito a feedback. Por que no amor, você insiste em me deixar sem respostas?

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Enquanto viajo...

Enquanto viajo, desligo-me dos ruídos da televisão, da interferência do meu celular e do meu computador e tenho um tempo forçado de avaliação enquanto o sono não vem.
Enquanto viajo a frustração do que contigo não vivi insiste em me visitar e com ela, os sonhos desejados e não colocados em prática me perseguem.
Enquanto viajo as dúvidas sobre os próximos passos a dar me consomem e uma profunda solidão me toma. A cada quilometro que me distancio da minha terra natal, mas eu me divido entre o racional e o emocional.
Enquanto viajo não me permito ter autopiedade, mas questiono tamanha ingenuidade de sentimentos.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Travessia

 Milton Nascimento
Quando você foi embora fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito, hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar
Estou só e não resisto, muito tenho prá falar
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu canto, vou querer me matar
Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu canto, vou querer me matar

http://www.youtube.com/watch?v=i9OMDgeUyRI



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Saudade a dois










A saudade tem prazo de validade.

Não pode permanecer muito tempo guardada. Não pode permanecer muito tempo não sendo correspondida.

Depois de aberta e fora do convívio, assim como o leite, a saudade azeda. E não há memória refrigerada para conservá-la.

Quando passa da hora, aquela falta ansiosa e comovente é capaz de se tornar ironia e sarcasmo.

O suspiro se transforma em ofensa – nos enxergaremos tolos e burros por confiar cegamente em alguém e esperar à toa. Reclamaremos nossa idiotice por termos feito uma vigília em vão, por termos esquecido de viver.

Já não queremos que o outro volte, já desejamos que ele nunca mais apareça em nossa frente. Violentaremos as lembranças, fecharemos a reza.

A ternura de antes será trocada pela raiva de não ser atendido. Mudaremos a personalidade de nossa conversa, de doce para ácida. Pois o segredo (a saudade é um segredo!) que nos alimentou durante meses não fora respeitado.

Infelizmente, a saudade apodrece.

Quando deixamos de pedir a presença para cobrar a ausência. É sutil o movimento. Toda a atenção dedicada ao longo de um período começa a ser vista como desperdício. Não aconteceu retorno das juras, nem o estorno das expectativas.

Você mandou centenas de mensagens, renunciou saídas com amigos e bares, teve uma vida discreta e fiel, só para honrar uma despedida, e percebeu que, no fim, sempre esteve sozinho na saudade.

Saudade é como o amor. Perece quando não é a dois.

Aliás, quando a saudade não é a dois, deixa de ser saudade para se descobrir solidão.

A saudade é o que guardamos do amor para o futuro. É o que deixamos para amar no futuro.

Nada dói tanto quanto um amor que não vingou após os cuidados do plantio.

Nada dói tanto quanto a saudade que envelhece, uma saudade que definhou pela indiferença, que não foi valorizada pela nossa companhia, que não desembocou em festa.

Nada dói tanto quanto promessas feitas gerando ressentimento.

A saudade não é eterna. Acaba quando percebemos que o amor era da boca para fora, que a urgência era interesse, que a necessidade era falsa.

A saudade é uma esperança de amor. Precisa ser consumida rapidamente, não mais que três meses. Senão, nos consome e nos estraga.


Fabrício Carpinejar

domingo, 1 de dezembro de 2013

Ah.... o amor!

Eu queria falar de um amor maior que o das canções de amor
Maior que dos filmes, que das novelas, maior que o amor genitor
Um amor que afaga, acalanta, que é gentil, pacificador

Eu queria falar de um amor maior que o das canções de amor
que não amputa, não julga, não cega
Falar sem medo de usar clichê, de ser cafona ou brega.
Não somente desse amor conjugal, tão normal nas canções de amor
Um amor que não virasse doença terminal
Que não ficasse trancado entre quatro paredes

Eu queria falar de um amor que rompesse a barreira do som,
Que não precisasse ouvir sininhos
Que estivesse rodeado de vizinhos
Porque amor não pode ser sozinho

O amor está em quem já deu, em quem doou, em quem doeu
O amor está no sim,
O amor não tem fim, e ponto final.
Um amor sem norma, que transforma


Alexandre Nero.
http://www.youtube.com/watch?v=Rt6hfUbXV1w

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Livres, sem amarras

Quais são as cadeias que nos prendem? Quais são as amarras que nos impedem de sermos verdadeiramente livres? Todos estes questionamentos me vieram à mente hoje ao meio dia. Enquanto esperava o início da jornada vespertina, eu e meu amigo começamos a conversar com Edinéia, uma conhecida moradora de rua que vive nas redondezas do nosso trabalho.
Apesar de estar sob efeito etílico, a moça de 28 anos, uma vida sofrida e muito esclarecida, parecia gritar por socorro e paramos para ouvi-la.
Órfã, todas as vezes que falava sobre a morte da mãe, há oito anos, não conseguia conter as lágrimas. Edinéia já passou por cinco cesarianas, entregou três dos seus filhos para adoção, agora vive uma gravidez psicológica, mas não aceita o tratamento necessário.
Embora carregue um olhar triste, ela é dona de uma beleza única e, envergonhada, diz que há tempos deixou de ser uma princesa. Apesar de não ser escrava do relógio, não precisar prestar contas a ninguém, Edinéia é presa a uma dor imensa e um vício que chegam a sufocá-la. Para muitos ela é invisível ou mais uma na estatística para outros.
Quando questionamos se ela queria tratamento ou ajuda para largar o crack, ela titubeava, ora aceitava, ora desistia. Queria expor seus medos, mas se calava assim que ameaçava contar sua história. História que ela disse querer esconder e que não merece ser lembrada.

Que amarras são essas que ainda prendem Edinéia? Como ajudá-la a sonhar, como Luther King e como fazê-la cantar e viver o velho gospel negro “Livres enfim! Livres enfim!”?

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Vai ser melhor assim...

Em clima de Alexandre Nero... 
Algumas cicatrizes não serão apagadas nunca, mas acredite, elas um dia deixam de doer!
: )




quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Experiências repartidas

Expor minha história em rede nacional deu a permissão para que outras pessoas - conhecidas ou não - repartam suas histórias de vida  comigo!
Emociono-me com cada uma delas e tenho tido a certeza de que nada foi em vão.

sábado, 19 de outubro de 2013

Fidelidade, sempre!

No centenário de Vinicius, impossível não publicar aqui o Soneto de Fidelidade... que haja homens e mulheres dispostos a amar de verdade e manter o respeito, a lealdade e a fidelidade!

Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Malandragem

A última edição da Revista Veja trouxe o artigo "Clientela ideal", de J.R. Guzzo. E compartilho com vocês alguns trechos...

 "A palavra argentina que teve mais sucesso no Brasil, do seu desembarque até o dia de hoje, é 'otário'. Amamos essa palavra. Quer dizer: amamos essa palavra quando ela é aplicada aos outros ou, mais exatamente, quando não é aplicada a nós."

"No Rio de Janeiro, especialmente, é coisa muito séria, do milionário ao engraxate, manter durante a vida uma reputação de não otário. Vale para o Brasil todo, é claro - ser chamado de otário, em qualquer parte do território nacional, é ofensa grave. Mas no Rio, por alguma razão que é melhor deixar para a apreciação dos mestres em psicologia social, é insulto maior ainda - assim como é um orgulho, assumido ou disfarçado, considerar-se portador da imagem oposta, a do 'malandro'. Depende, naturalmente, da circunstância e do jeito com que a palavra é usada, mas é frequente que o indivíduo classificado como malandro sinta que recebeu um elogio. Vale como um genérico para todo tipo de avaliação positiva: ser tido como malandro é ser tipo como inteligente, esperto, habilidoso, experiente, prático, capaz de cuidar de si mesmo, vacinado contra a suprema humilhação de 'ficar no prejuízo'."

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Também no Facebook

Eu vivi a dor da traição e da decepção com o homem que eu amei. O rompimento me causou sofrimento, mágoa e muitas cicatrizes. Foi preciso liberar perdão, a ele e a mim, para que eu pudesse me reconstruir.
A história não é de hoje (e vocês que acompanham este blog sabem muito bem disso), mas a pedidos, criei uma página no Facebook.
E
spero que você também possa se reencontrar e ser feliz!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Jornal de Beltrão e meu muito obrigada


Ontem, fui entrevistada pela jornalista Cristiane Sabadin, do Jornal de Beltrão. A matéria ficou bem legal e compartilho com vocês! O texto completo você pode ler aqui.

Obrigada, Cris!

Também quero agradecer a toda a produção do programa Encontro. Meu muito obrigada à  Luciana, sr. Fernando, Rodrigo, Tarsila, Claudia, Janaina e Fátima, pelo carinho, recepção e, principalmente, pelo respeito.
Todos vocês são ótimos e especiais!





quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Encontro, com Fátima Bernardes


Hoje, sem dúvida, vivi uma experiência única em minha vida. A participação no programa "Encontro", da Fátima Bernardes, foi um presente. O tempo foi curto e não pude falar do blog, mas foi muito bom.
Pra quem perdeu o programa, segue o link.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Encontros

Realmente a vida nos proporciona encontros inesperados. Tanto é verdade, que nesta quarta-feira (2), serei uma das entrevistadas do programa "Encontro", com Fátima Bernardes. O tema? O blog!
Assista ao programa e comente! : )


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Mala Cheia

O mesmo horário, a mesma rota, pessoas e ponto de ônibus. Tudo igual, se não fosse uma mala vazia que eu estava carregando. E foi a curiosidade de um senhor que aguardava o ônibus que fez com que iniciássemos uma longa conversa.

Este senhor de quase 70 anos, mora na mesma rua que eu e trabalha como advogado, em um escritório, bem próximo ao meu trabalho. Há quase dois anos o vejo, pelo menos uma vez na semana, mas nunca trocamos mais do que “Bom dia” ou “Boa tarde”!

Véspera de feriado e às 18 horas, é preciso ter paciência no trânsito de Curitiba e a espera por chegar a minha casa rende histórias e mais histórias.

Depois das devidas apresentações, o Seu Fernando me contou que é um estudioso de nomes. Rimos de alguns nomes estranhos, como “Eva Dias”, “Florisvaldo”, “Maikon Gecksson”, mas foi quando contei o nome da minha sobrinha, que este homem, cujo nome significa guerreiro, ficou com os olhos cheios de lágrimas.

_ “Marina?” – perguntou ele.

Quando confirmei, ele me disse que assim se chamava o grande amor da vida dele.

Questionei, então, se havia sido com ela que ele havia se casado e tido sua filha. De cabeça baixa, ele me confessou que não e que se arrependia até hoje por não ter vivido aquele amor.

Foi casado durante 34 anos, teve uma filha, separou-se e hoje comemora a netinha Bruna, mas revela que nunca mais amou de verdade, nem foi realizado em sua união. Como nunca deixou de ter notícias da mulher amada, não conteve as lágrimas ao dizer que não foram felizes as últimas informações que recebeu sobre ela.

Ao me despedir do Seu Fernando, a minha mala – outrora vazia – estava mais pesada, repleta de histórias de vida, de amor e desamores.

Continuei meu caminho na certeza de querer viver plenamente a minha vida e um grande amor!


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Olhos nos Olhos... Chico, sempre Chico!

Chico Buarque 

Quando você me deixou, meu bem,
Me disse pra ser feliz e passar bem.
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci,
Mas depois, como era de costume, obedeci.

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando,
Me pego cantando, sem mais, nem por quê.
Tantas águas rolaram,
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você.

Quando talvez precisar de mim,
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você diz.
Quero ver como suporta me ver tão feliz.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Gosto... simplesmente gosto!

Gosto de pessoas simples! Daquelas que transbordam simplicidade sem fazer força e mesmo assim são cheias de interessantes histórias e conhecimento. Admiro pessoas sábias e que com generosidade repartem saberes, mas não suporto um nariz empinado e o vazio da alma.
Gosto de um bate-papo sem rodeios, com pessoas conhecidas ou não. Gosto de boas rodas de mate e de músicas, compartilhado entre companheiros. Aprecio o tempo dedicado às amizades e àqueles que posso chamar de meus.
Gosto de olhos nos olhos, de transparência, da pureza nas palavras. Amo a fidelidade e a cumplicidade... a hipocrisia me leva à exaustão. Amo uma crise incontrolável de risos e não dispenso um abraço caloroso e um reencontro. Gosto da sinceridade das crianças e de um afago verdadeiro.

Gosto... simplesmente gosto!

Silvia Bocchese de Lima