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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Colorida

Um dia a dor passou, o perdão brotou, a mágoa cessou e tudo novo se fez!
Sorriso voltou e sol brilho inédito pra mim!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O sentimento da rejeição

Um dos mais terríveis sentimentos experimentados pelo ser humano é o de rejeição. Todos, em algum momento de nossas vidas o vivenciamos em algum grau. Consiste em sentir-se não querido, não amado, não aceito, preterido, discriminado, humilhado. Provoca sensação de abandono e de depreciação A rejeição pode ser real ou imaginária. A rejeição imaginária pode ser tão dolorosa que a rejeição real. Ocorre nos relacionamentos amorosos, na vida social, familiar ou no trabalho.

Algumas pessoas são mais sensíveis a esse sentimento. Muitas vezes basta um estímulo pouco significativo para sensibilizar uma personalidade já predisposta, que o interpreta como uma rejeição de fato. Habitualmente são pessoas com baixa autoestima ou que sofreram em situações anteriores. São afetivamente carentes e apresentam maior vulnerabilidade, já que desejam amor e aceitação a qualquer preço. Uma critica pode significar humilhação e um pedido imposição.

Nas relações amorosas a sensação de rejeição pode precipitar sérias consequências. Ao iniciar um relacionamento o medo da rejeição é normal. Na medida em que a relação progride essa insegurança diminui. Porém, em pessoas predispostas, ocorre o inverso. O medo da rejeição leva à necessidade insaciável de segurança e tem o mesmo efeito da rejeição real. Como consequência, seu comportamento se molda de modo a gerar raiva em seu parceiro. A todo o momento tem de ser ressegurado do afeto do outro. Um detalhe, um tom de voz, uma resposta que ache evasiva, mobiliza o sentido de perda e abandono. Quando não está junto, sente dúvidas sobre os sentimentos do outro. A insegurança reforça o sentimento de rejeição e o sentimento de rejeição reforça a insegurança. Parece emitir a mensagem “faça o que quiser, mas não me abandone”, num constante estado de alerta a qualquer nuance que lhe soe rejeição. Finalmente a profecia se autorrealiza. O relacionamento termina. A obsessiva solicitação, a desconfiança, o ciúme, acabam sufocando o parceiro que põe fim à situação.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Amor verdadeiro


‎''O homem mais importante na vida de uma mulher não é o primeiro, mas sim aquele que não deixa existir o próximo."

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Quase 2012... quase janeiro...

Recebi este texto de uma amiga (queridíssima e uma excelente escritora) e confesso que ao lê-lo... chorei demais!
As datas são de 2010, mas refletem, perfeitamente, a minha realidade em 2011.
Que 2012 seja de uma doce amizade com o tempo.

 

Conto de quase janeiro

2010 está ensaiando sua despedida com chuva, resultado desse verão impassível: que chegou agora sem fôlego, assim como o início turbulento deste ano - que apelidei queridamente de JK. Lembra-se daquela perspectiva de um dos nossos presidentes mais visionários: 50 anos em cinco? Pois é, 2010 pra mim foi assim - no mínimo cinco em um.

Ao contrário do que muitos comentam no elevador, na fila do banco e até na longa espera nos salões de beleza: "o ano voou", pra mim ele veio arrastado: mostrando suas faces, vagarosamente.

Talvez tenha sido o período da vida em que mais soube observar a duração do tempo. Olhar atento ao relógio - nas noites em que o sono não vinha, ou talvez nos impasses dos fechamentos da vida: os ponteiros foram amigos bipolares, caminharam no compasso, lado a lado.

Foi nessa trajetória em que fui dando conta de direcionar caminhos - conturbados e perdidos, de início, como esse verão que desponta em nossas janelas. Mas uma hora veio a boa brisa e tudo ficou mais claro, sereno.

O que quero dizer, querido leitor, com todas essas badaladas do relógio, é que este conto está longe de ser uma promessa cheia de votos de felicidade para o próximo ano que bate na porta.
Este talvez seja um daqueles textos que traga a tona o novo, a mudança e as escolhas.

Descobri, com essa nova amizade com o tempo, que as nossas escolhas caminham sempre para o novo - e novidade, como bem sabemos, nem sempre nos agrada ao mostrar sua face.

2010 chegou até mim com um estalo: ACORDA e os ponteiros rodaram e rodam, não param. 2010 veio com um gosto estranho, difícil de engolir e, para a minha surpresa, me surpreendeu em cada um dos seus 365 dias. E arrisco em dizer que ainda está sendo uma bela surpresa.

Por conta disso e, talvez, por hoje lidar melhor com o "jogo da vida", e saber diferenciar melhor o que é expectativa e o que faz parte da realidade, eu desejo a você: querido leitor, que 2011 te surpreenda ainda mais. Porque felicidade, nós sabemos, custa um pouco mais caro e se surpreender ainda é muito mais divertido.
Fonte: http://howbatisa.blogspot.com/2011/01/conto-de-quase-janeiro.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um ano...

Calou-se a minha voz, mas continuo amando em caracteres e em pulsações!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Águas de Março fechando meu luto

Quando a terra foi destruída pelo dilúvio, Deus prometeu ao povo que nunca mais o faria com água. Para selar esta aliança, pintou o céu com um arco-íris.

Há pouco ouvia “Águas de Março”, do Jobim, em meio a uma chuva torrencial e esta música me chamou a atenção, como nunca.

Estes últimos meses me têm sido dolorosos (isso mesmo... ainda continuam), com encontro de pedras, de tocos e de dificuldades, que me deixaram “um pouco sozinha” e que me fizeram pensar que este era “o fim do caminho”.

Sempre morei em um pé de serra (não é forró) e meus queridos mais queridos moram no alto deste morro. Para vê-los, era necessário enfrentar a ladeira, chegava até com a respiração ofegante, mas ao fim havia a recompensa de estar com eles. A mesma canção me traz um alento “é o fim da ladeira”. E meu coração me pergunta: “O que de bom me há reservado?”

Como as “Águas de Março” encerram uma estação, estas águas também passaram a marcar o fim do meu luto. Vou em busca de um sol brilhante e um céu todo azul. E para assinalar esta busca, rumo ao Uruguai, que traz em sua bandeira estes dois elementos que preciso hoje: o céu e o sol.

É hora de fechar um ciclo. Um ciclo de dor. Encerro agora este blog e aguardo a vida que me foi prometida!

“São as Águas de Março fechando o verão, é promessa de vida no meu coração!”

P.S.: Acompanhe minha busca pelo http://pelomenosviajar.blogspot.com/

Será???

"Quem sabe Deus queira que conheças muita gente enganada antes que conheças a pessoa adequada para que, quando no fim a conheças, saibas estar agradecido."

Gabriel García Marquez

quinta-feira, 10 de março de 2011

Bicho de Sete Cabeças


Não dá pé, não tem pé nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez, desapareça
Cresça e desapareça


Não tem dó no peito, não tem jeito
Não tem coração que esqueça
Não tem ninguém que mereça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada, eu não fiz nada disso
E você fez um bicho de sete cabeças
Bicho de sete cabeças

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ou sim... ou não!

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre mesmo quando eu digo convicto que nada é para sempre."

Gabriel García Marquez

terça-feira, 8 de março de 2011

Se as minhas mãos pudessem desfolhar

Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranquila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!

Garcia Lorca

domingo, 6 de março de 2011

Blanco y Negro

Uau! Perfeita essa música do Jorge Drexler, interpretada pelo Moska...
A intenção era fazer um palheta de cores... uma aquarela... sobraram o branco e o preto!


Nuestra primera intención,
Era hacerlo en colores:
Una acuarela que hablara
De nuestros amores.

Un colibri polícromo
Parado en el viento,
Una canción arcoiris
Durando en el tiempo.

El director de la banda
Silbando bajito
Pensaba azules y rojos
Para el valsecito.

Pero ustedes saben, señores,
Muy bien cómo es esto;
No nos falló la intención,
Pero sí el presupuesto...

En blanco y negro
Esta canción
Quedó en blanco y negro
Con el corazón,
En blanco y negro,
Nieve y carbón,
En blanco y negro,
En technicolor,
Pero en blanco y negro...

Fuimos quitando primero
De nuestra paleta
Una mirada turquesa
De marco violeta.

Luego el carmín de las flores
Encima del piano,
Una caída de sol
Cuando empieza el verano.

Todos los tipos de verde
De una enredadera...
Ya ni quedaban coloresa
Para las banderas.

Nuestrar intención ya no fué
Más que un viejo recuerdo
Y esta canción al final
Se quedó en blanco y negro.

En blanco y negro
Esta canción
Quedó en blanco y negro
Con el corazón,
En blanco y negro,
Nieve y carbón,
En blanco y negro,
En technicolor,
Pero en blanco y negro...

sábado, 5 de março de 2011

Amor Desesperado...


Estava relendo "Comer, Rezar, Amar" e como hoje faz três meses do término do meu noivado, e hoje, com o coração mais leve, resolvi postar um trecho do livro...


"Meses passaram. Minha vida era um limbo, e eu esperava para ser libertada. (...) Sim, eu o amei. Se eu conseguisse pensar em uma palavra mais forte do que 'desesperadamente' para descrever o modo como o amei, usaria estava palavra aqui e um amor desesperado é sempre o tipo mais difícil de amor.

No amor desesperado, nós sempre inventamos os personagens dos nossos parceiros, exigindo que eles sejam o que precisamos que sejam, e depois ficando arrasados quando eles se recusam a desempenhar o papel que nós mesmos criamos"


Elizabeth Gilbert

sexta-feira, 4 de março de 2011

Eu acreditei... estou mudando meus conceitos...

"Me fizeram acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.Não me contaram que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.

Me fizeram acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

Me fizeram acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não me contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Me fizeram acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Me fizeram acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Me fizeram acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não me contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.

Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."

John Lennon

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sonhos

Há um lugar
Pra chegar
Há uma ponte
Que te levará
Pro outro lado
Há um sonho, uma voz
Dizendo: "os teus sonhos também são meus"
Vou te levar,te conduzir
E quando você alcançar
Saberás que em todo tempo
Eu estive ao teu lado

(Refrão)

Os teus sonhos são meus
Teus problemas são meus
Tua vida também é minha vida
Eu de ti cuidarei
Nunca te deixarei
Os teus sonhos eu realizarei

Vou te levar,te conduzir
E quando você alcançar
Saberás que em todo tempo
Eu estive ao teu lado

Chris Durán

quarta-feira, 2 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

Tudo Novo De Novo

O post de hoje é uma sugestão da Claudia (minha irmã) e uma música do Paulinho Moska, chamada Tudo Novo de Novo!
Estou em busca de renovação, e de um ponto final.

TUDO NOVO DE NOVO
Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Soneto da Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


Vinicius de Moraes

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quando o sofrimento bater a sua porta

Esses dias recebi esta mensagem da minha irmã e achei interessante compartilhar com vcs...

"Estamos ressuscitando todos os dias. A cigarra fica um ano debaixo da terra para cantar somente um dia. Um ano se preparando para cantar até se arrebentar. O sofrimento é isso, um tempo de preparo. Louvado seja Deus pelos sofrimentos.

Todos os artistas compõem maravilhosas obras quando estão sofrendo, e toda vez que tocamos nos nossos limites, vamos além. Compomos música, pintura, criamos vida e caráter. Você pode estar se perguntando: "Mas eu não sou artista, e aí?" Você pode desenhar a sua alma, pode esculpir o seu caráter.

A cigarra não fica debaixo da terra por motivo de masoquismo. Não. É um tempo de preparo existencial da natureza.

Quando você perceber que o seu sofrimento está infértil, é o tempo de parar de sofrer.


Quando começamos a derramar as lágrimas, é o processo de cura que está nos lavando e purificando.

Quanto tempo pode durar um velório dentro de nós? O sepultamento do corpo tem que iniciar um processo de amizade com a vida. O sofrimento é criado dentro de nós. O velório não é uma situação de morte. O que fazemos com o ruim que aconteceu conosco? Não importa o que a vida fez com você, mas o que você faz com o que a vida fez com você. Não temos como evitar o desprezo do outro, vão acontecer coisas que não vamos gostar, mas somos nós que vamos ver quanto custa esse sofrimento.

Boa parte dos sofrimentos do ser humano está naquilo que nós pensamos e permitimos em nosso pensamento. Se racionalizarmos a nossa emoção, nós não sofreríamos.


Padre Fábio de Melo