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domingo, 19 de agosto de 2012

Intervalo ou recomeço?

"Homem não pensa, emenda relacionamentos. Quem pensa é a mulher, que se dispõe a morar sozinha após longa convivência.

Separação, para o homem, é férias. Separação, para a mulher, é luto.

Ela faz o certo que é se recuperar da simbiose e trocar devagar os vínculos. Experimenta uma espécie de desintoxicação da personalidade. O fim do amor não é somente dividir os objetos e colocá-los numa caixinha, mas realizar a partilha emocional, bem mais demorada: que consiste em refinar a memória, as virtudes e os defeitos."





Carpinejar

sábado, 18 de agosto de 2012

Recomeçando!

Por que você parou de escrever para o blog? Esta foi uma das perguntas que mais ouvi e li nos últimos meses! Depois do turbilhão que se tornou minha vida sentimental no ano passado, as perdas, acidente e dores vividas, eu enterrei definitivamente o ex.

Lya Luft estava certa quando escreveu que “não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização.”


Assim como a flor disse ao Pequeno Príncipe que era preciso suportar “duas ou três larvas se quisesse conhecer as borboletas”, eu as tolerei... Mas eu não estava disposta a preparar meu jardim para que as borboletas viessem até ele. Estava decidida que não me envolveria sentimentalmente com mais ninguém. Mas um novo alguém surgiu em minha vida e tem me mostrado que é possível recomeçar.

Estou aprendendo a ser amada e a amar novamente!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Poder do Perdão

Autor do livro O Poder do Perdão, o americano Fred Luskin, doutor em aconselhamento clínico e psicologia da saúde pela Universidade de Stanford, indica alguns passos para conseguir perdoar:

- Saiba exatamente como você se sente sobre o que aconteceu e seja capaz de expressar o que há de errado na situação. Compartilhe essa experiência com algumas pessoas de confiança.

- Não espere pedidos de desculpa dos outros nem da vida. Faça o que for preciso para se sentir melhor. O ato de perdoar é para você e para ninguém mais.

- Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o feriu, nem tornar-se cúmplice dela. O que você deve buscar é a sua paz. O perdão é um poder pessoal.

- Lembre-se de que uma vida bem vivida é o seu melhor troco. Em vez de concentrar-se nas suas mágoas – o que daria poder à pessoa que o magoou –, concentre suas energias na busca do amor e da bondade ao seu redor.

- Modifique a sua história de ressentimento, de modo que ela o lembre de que perdoar é uma escolha heroica.

Fonte: Gazeta do Povo

domingo, 29 de abril de 2012

Por que algumas vezes aceitamos um amor não correspondido e outras vezes não?

Mais um dilema da psicologia parece ter sido solucionado – e mais uma vez a SUPER dá uma forcinha para ajudar na recuperação de corações partidos. Mas, para isso, vamos começar do começo.  Alguns estudos científicos sugerem que, quando algo é tirado de nós por motivo de força maior (uma lei, o fim de um relacionamento, uma restrição médica etc.), nosso cérebro nos faz acreditar que a nova situação vai ser boa. Outros estudos, porém, descobriram que as pessoas na verdade reagem negativamente e passam a querer a coisa proibida mais do que nunca. Qual dos lados está certo?
Na prática, sabemos que as duas coisas podem ocorrer. Mas o que vai determinar se será de um jeito ou de outro? Um estudo da Universidade de Waterloo (Canadá) e da Universidade Duke (EUA), publicado no jornal Psychological Science, sugere algo interessante: temos a tendência de nos rebelar contra uma regra ou situação quando achamos que ela não é definitiva – e aaceitamos mais facilmente quando ela parece ser pra valer.
I
sso vale para qualquer situação, incluindo um amor não correspondido ou o término de um relacionamento. O que nos leva ao nosso assunto principal. Kristin Laurin, uma das autoras do estudo, explicou ao Psychological Science: “Se é uma restrição contra a qual eu realmente não posso fazer nada, então não teria nenhum sentido ficar batendo minha cabeça contra a parede tentando lutar contra isso. Seria melhor simplesmente desistir”. Porém, se existe a possibilidade de dar um jeito na situação, nosso cérebro faz com que queiramos ainda mais a coisa que nos foi proibida, para nos motivar a lutar por ela. É por isso que algumas vezes persistimos em um amor não correspondido e outras vezes desencanamos rápido.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Para viver em paz, perdoar é preciso


Saber perdoar a si mesmo e a quem nos fez mal pode não ser fácil. Mas é um ato necessário para se libertar de rancores, evitar doenças e tocar a vida adiante

Você pode começar enchendo os bolsos de pedras. Depois, pode colocar outras dentro de roupas íntimas e no interior de um chapéu ou boné. Por fim, recheie de pedregulhos uma mochila grande, que será carregada nas costas até o fim do dia. Para muitos essa sensação será equivalente ao peso trazido na alma pelas mágoas acumuladas ao longo da vida.

Mágoas que poderiam ser dispensadas, como as tais pedras, com o difícil – mas necessário – exercício do perdão. O desenvolvimento de vários problemas psíquicos (como depressão) e físicos (como doenças autoimunes) estaria ligado a esse acúmulo de ressentimentos, diz a psicóloga e terapeuta familiar sistêmica Daniela Bertoncello. “Recordo-me de uma cliente que se deprimiu por conta de uma rejeição dos pais na infância. Na vida adulta, quando ela se tornou mãe e teve de lidar com seu papel materno, veio à tona todo o conflito, um quadro da depressão e a necessidade de perdoar seus pais”, conta.

De bem com a consciência
Tão importante quanto perdoar é tomar a iniciativa de pedir perdão, algo que muitos não fazem por uma questão de orgulho. “Eu perdoo, mas confesso que tenho dificuldades de pedir perdão. Talvez seja receio de mostrar a minha fraqueza diante do outro”, reconhece o segurança de lojas Almir Cunha.

Diferente de Almir, o auxiliar jurídico Maurício Filoco garante que não pensa duas vezes em pedir perdão quando percebe que errou. Depois de fazer a ex-mulher sofrer com uma traição, ele também penou com o peso da culpa. “Foi duro, porque eu larguei a mulher com quem estava casado para ficar com outra que teve um filho meu. Foi um ato impulsivo e, no fim, percebi que eu amava realmente a minha primeira mulher. Só que ela acabou casando novamente e eu fiquei solteiro”, conta.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Como enfrentar o fim do amor?

"As coisas que eram nossas se acabaram
Tristeza e solidão é o que restou"


Veja alguns conselhos da psicóloga Lígia Guerra:
http://www.youtube.com/watch?v=Hbw2iEZzecw

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Mudando a cor das meias...

Simplesmente amo a sensibilidade de Carpinejar...

"...não temos o direito de maltratar a esperança do outro.

Se não ama seu namorado ou sua namorada, deixe ir, não fique prendendo por comodidade e vaidade. Se um convite desagradou, diga de cara, não torture com desculpas. Se está interessado em promover um funcionário, faça logo, não fique adiando ou explorando a expectativa para que o sujeito trabalhe mais. Se pretende oferecer um presente, dê rápido, sem suspense, não realize chantagem.

Há a necessidade de ser direto e evitar insinuações que provoquem mal-entendidos. Não procure o benefício da dúvida, e sim a lealdade da palavra.

Falar a verdade o quanto antes, para que a pessoa possa adaptar-se com a perda, criar um novo sonho e mudar a cor das meias."

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Colorida

Um dia a dor passou, o perdão brotou, a mágoa cessou e tudo novo se fez!
Sorriso voltou e sol brilho inédito pra mim!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O sentimento da rejeição

Um dos mais terríveis sentimentos experimentados pelo ser humano é o de rejeição. Todos, em algum momento de nossas vidas o vivenciamos em algum grau. Consiste em sentir-se não querido, não amado, não aceito, preterido, discriminado, humilhado. Provoca sensação de abandono e de depreciação A rejeição pode ser real ou imaginária. A rejeição imaginária pode ser tão dolorosa que a rejeição real. Ocorre nos relacionamentos amorosos, na vida social, familiar ou no trabalho.

Algumas pessoas são mais sensíveis a esse sentimento. Muitas vezes basta um estímulo pouco significativo para sensibilizar uma personalidade já predisposta, que o interpreta como uma rejeição de fato. Habitualmente são pessoas com baixa autoestima ou que sofreram em situações anteriores. São afetivamente carentes e apresentam maior vulnerabilidade, já que desejam amor e aceitação a qualquer preço. Uma critica pode significar humilhação e um pedido imposição.

Nas relações amorosas a sensação de rejeição pode precipitar sérias consequências. Ao iniciar um relacionamento o medo da rejeição é normal. Na medida em que a relação progride essa insegurança diminui. Porém, em pessoas predispostas, ocorre o inverso. O medo da rejeição leva à necessidade insaciável de segurança e tem o mesmo efeito da rejeição real. Como consequência, seu comportamento se molda de modo a gerar raiva em seu parceiro. A todo o momento tem de ser ressegurado do afeto do outro. Um detalhe, um tom de voz, uma resposta que ache evasiva, mobiliza o sentido de perda e abandono. Quando não está junto, sente dúvidas sobre os sentimentos do outro. A insegurança reforça o sentimento de rejeição e o sentimento de rejeição reforça a insegurança. Parece emitir a mensagem “faça o que quiser, mas não me abandone”, num constante estado de alerta a qualquer nuance que lhe soe rejeição. Finalmente a profecia se autorrealiza. O relacionamento termina. A obsessiva solicitação, a desconfiança, o ciúme, acabam sufocando o parceiro que põe fim à situação.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Amor verdadeiro


‎''O homem mais importante na vida de uma mulher não é o primeiro, mas sim aquele que não deixa existir o próximo."

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Quase 2012... quase janeiro...

Recebi este texto de uma amiga (queridíssima e uma excelente escritora) e confesso que ao lê-lo... chorei demais!
As datas são de 2010, mas refletem, perfeitamente, a minha realidade em 2011.
Que 2012 seja de uma doce amizade com o tempo.

 

Conto de quase janeiro

2010 está ensaiando sua despedida com chuva, resultado desse verão impassível: que chegou agora sem fôlego, assim como o início turbulento deste ano - que apelidei queridamente de JK. Lembra-se daquela perspectiva de um dos nossos presidentes mais visionários: 50 anos em cinco? Pois é, 2010 pra mim foi assim - no mínimo cinco em um.

Ao contrário do que muitos comentam no elevador, na fila do banco e até na longa espera nos salões de beleza: "o ano voou", pra mim ele veio arrastado: mostrando suas faces, vagarosamente.

Talvez tenha sido o período da vida em que mais soube observar a duração do tempo. Olhar atento ao relógio - nas noites em que o sono não vinha, ou talvez nos impasses dos fechamentos da vida: os ponteiros foram amigos bipolares, caminharam no compasso, lado a lado.

Foi nessa trajetória em que fui dando conta de direcionar caminhos - conturbados e perdidos, de início, como esse verão que desponta em nossas janelas. Mas uma hora veio a boa brisa e tudo ficou mais claro, sereno.

O que quero dizer, querido leitor, com todas essas badaladas do relógio, é que este conto está longe de ser uma promessa cheia de votos de felicidade para o próximo ano que bate na porta.
Este talvez seja um daqueles textos que traga a tona o novo, a mudança e as escolhas.

Descobri, com essa nova amizade com o tempo, que as nossas escolhas caminham sempre para o novo - e novidade, como bem sabemos, nem sempre nos agrada ao mostrar sua face.

2010 chegou até mim com um estalo: ACORDA e os ponteiros rodaram e rodam, não param. 2010 veio com um gosto estranho, difícil de engolir e, para a minha surpresa, me surpreendeu em cada um dos seus 365 dias. E arrisco em dizer que ainda está sendo uma bela surpresa.

Por conta disso e, talvez, por hoje lidar melhor com o "jogo da vida", e saber diferenciar melhor o que é expectativa e o que faz parte da realidade, eu desejo a você: querido leitor, que 2011 te surpreenda ainda mais. Porque felicidade, nós sabemos, custa um pouco mais caro e se surpreender ainda é muito mais divertido.
Fonte: http://howbatisa.blogspot.com/2011/01/conto-de-quase-janeiro.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um ano...

Calou-se a minha voz, mas continuo amando em caracteres e em pulsações!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Águas de Março fechando meu luto

Quando a terra foi destruída pelo dilúvio, Deus prometeu ao povo que nunca mais o faria com água. Para selar esta aliança, pintou o céu com um arco-íris.

Há pouco ouvia “Águas de Março”, do Jobim, em meio a uma chuva torrencial e esta música me chamou a atenção, como nunca.

Estes últimos meses me têm sido dolorosos (isso mesmo... ainda continuam), com encontro de pedras, de tocos e de dificuldades, que me deixaram “um pouco sozinha” e que me fizeram pensar que este era “o fim do caminho”.

Sempre morei em um pé de serra (não é forró) e meus queridos mais queridos moram no alto deste morro. Para vê-los, era necessário enfrentar a ladeira, chegava até com a respiração ofegante, mas ao fim havia a recompensa de estar com eles. A mesma canção me traz um alento “é o fim da ladeira”. E meu coração me pergunta: “O que de bom me há reservado?”

Como as “Águas de Março” encerram uma estação, estas águas também passaram a marcar o fim do meu luto. Vou em busca de um sol brilhante e um céu todo azul. E para assinalar esta busca, rumo ao Uruguai, que traz em sua bandeira estes dois elementos que preciso hoje: o céu e o sol.

É hora de fechar um ciclo. Um ciclo de dor. Encerro agora este blog e aguardo a vida que me foi prometida!

“São as Águas de Março fechando o verão, é promessa de vida no meu coração!”

P.S.: Acompanhe minha busca pelo http://pelomenosviajar.blogspot.com/

Será???

"Quem sabe Deus queira que conheças muita gente enganada antes que conheças a pessoa adequada para que, quando no fim a conheças, saibas estar agradecido."

Gabriel García Marquez

quinta-feira, 10 de março de 2011

Bicho de Sete Cabeças


Não dá pé, não tem pé nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez, desapareça
Cresça e desapareça


Não tem dó no peito, não tem jeito
Não tem coração que esqueça
Não tem ninguém que mereça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada, eu não fiz nada disso
E você fez um bicho de sete cabeças
Bicho de sete cabeças

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ou sim... ou não!

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre mesmo quando eu digo convicto que nada é para sempre."

Gabriel García Marquez

terça-feira, 8 de março de 2011

Se as minhas mãos pudessem desfolhar

Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranquila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!

Garcia Lorca

domingo, 6 de março de 2011

Blanco y Negro

Uau! Perfeita essa música do Jorge Drexler, interpretada pelo Moska...
A intenção era fazer um palheta de cores... uma aquarela... sobraram o branco e o preto!


Nuestra primera intención,
Era hacerlo en colores:
Una acuarela que hablara
De nuestros amores.

Un colibri polícromo
Parado en el viento,
Una canción arcoiris
Durando en el tiempo.

El director de la banda
Silbando bajito
Pensaba azules y rojos
Para el valsecito.

Pero ustedes saben, señores,
Muy bien cómo es esto;
No nos falló la intención,
Pero sí el presupuesto...

En blanco y negro
Esta canción
Quedó en blanco y negro
Con el corazón,
En blanco y negro,
Nieve y carbón,
En blanco y negro,
En technicolor,
Pero en blanco y negro...

Fuimos quitando primero
De nuestra paleta
Una mirada turquesa
De marco violeta.

Luego el carmín de las flores
Encima del piano,
Una caída de sol
Cuando empieza el verano.

Todos los tipos de verde
De una enredadera...
Ya ni quedaban coloresa
Para las banderas.

Nuestrar intención ya no fué
Más que un viejo recuerdo
Y esta canción al final
Se quedó en blanco y negro.

En blanco y negro
Esta canción
Quedó en blanco y negro
Con el corazón,
En blanco y negro,
Nieve y carbón,
En blanco y negro,
En technicolor,
Pero en blanco y negro...

sábado, 5 de março de 2011

Amor Desesperado...


Estava relendo "Comer, Rezar, Amar" e como hoje faz três meses do término do meu noivado, e hoje, com o coração mais leve, resolvi postar um trecho do livro...


"Meses passaram. Minha vida era um limbo, e eu esperava para ser libertada. (...) Sim, eu o amei. Se eu conseguisse pensar em uma palavra mais forte do que 'desesperadamente' para descrever o modo como o amei, usaria estava palavra aqui e um amor desesperado é sempre o tipo mais difícil de amor.

No amor desesperado, nós sempre inventamos os personagens dos nossos parceiros, exigindo que eles sejam o que precisamos que sejam, e depois ficando arrasados quando eles se recusam a desempenhar o papel que nós mesmos criamos"


Elizabeth Gilbert